A Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca de Xira vai disponibilizar 120 consultas anuais gratuitas de especialidade para pessoas carenciadas do concelho, no âmbito de um protocolo assinado hoje com a Câmara Municipal local.
A medida, inserida no designado projeto “Saúde em Rede”, resulta de uma parceria da Misericórdia de Vila Franca de Xira com o grupo Luz Saúde, com apoio da Câmara Municipal local.
Além da disponibilização de 120 consultas anuais gratuitas a pessoas carenciadas, este projeto vai contemplar também a possibilidade de realização de exames complementares de diagnóstico, que poderão ser financiados ou enquadrados no âmbito social do município.
“Este é um benefício muito grande para o concelho, para pessoas carenciadas, que não têm nem capacidade financeira nem alternativa de acesso rápido no Serviço Nacional de Saúde”, explicou à agência Lusa o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca de Xira, Armando Jorge Carvalho.
Segundo o responsável, as consultas destinam-se a utentes sinalizados pelo Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social Integrado (SAASI) da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, que fará a avaliação das necessidades e o encaminhamento dos casos.
“Há pessoas que estão dois anos à espera de uma consulta de cardiologia. Isto permite uma resposta mais rápida a quem mais precisa”, sublinhou.
Também em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira (PS), destacou a importância da iniciativa para o concelho, considerando que permitirá reduzir desigualdades no acesso à saúde.
“A ideia é mesmo procurar facilitar o acesso à saúde a estas pessoas carenciadas e, através deste projeto, procurar diminuir desigualdades existentes na sociedade”, apontou.
O autarca adiantou que as consultas serão atribuídas a utentes acompanhados pelos serviços sociais do município, no âmbito de uma rede que envolve várias entidades locais.
Fernando Paulo Ferreira considerou ainda que o projeto complementa o trabalho já desenvolvido com o Serviço Nacional de Saúde, sobretudo em áreas onde há maior demora no acesso.
“Estas situações podem abranger especialidades que nem sempre estão disponíveis no imediato no próprio Serviço Nacional de Saúde, podendo acelerar o acompanhamento que estamos a dar”, sublinhou.
O presidente da autarquia admitiu que o número de consultas poderá vir a ser ajustado no futuro, consoante a evolução do projeto e a articulação com os parceiros envolvidos.
“Para já, é importante colocar este projeto em andamento e iremos, naturalmente, avaliando à medida que for sendo operacionalizado”, concluiu.