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Amadora-Sintra espera há dois meses e meio resposta para equipa de urgência - ministra

Lusa
22-09-2026 16:23h

O Hospital Amadora-Sintra está há cerca de dois meses e meio à espera de uma reposta para dispor de uma equipa dedicada para a urgência, admitiu hoje a ministra da Saúde.

"O Hospital Amadora-Sintra, neste momento, está a conseguir atrair mais enfermeiros e está - é verdade - há cerca de dois meses e meio à espera de ter a resposta de uma equipa dedicada para a urgência, com uma liderança forte", adiantou Ana Paula Martins no parlamento.

Na audição regimental sobre a política geral do ministério, mas também sobre outros assuntos da atualidade da saúde, a governante reconheceu que o hospital, que tem uma das urgências mais pressionadas do país, "tem sofrido alguma erosão", salientando que "algumas equipas vão ficando extenuadas de trabalhar num ambiente em que não conseguem dar resposta".

"Há muitas outras equipas que permanecem no Hospital Amadora-Sintra e que conseguem, apesar de tudo, dar resposta" à população, referiu Ana Paula Martins, que admitiu que "não há uma solução fácil para estes problemas, que são muito reais".

Adiantou ainda que as áreas de influência do Amadora-Sintra, que serve mais de 600 mil utentes, podem ser reorganizadas para aliviar as urgências, no âmbito do trabalho que está a ser desenvolvido pelo grupo de trabalho que está a analisar a centralização dos serviços de urgência do país.

Aos deputados, Ana Paula Martins avançou também que recebeu na segunda-feira o primeiro relatório da Comissão de Combate à Fraude no Serviço Nacional de Saúde, criada no final de 2025 e liderada pelo juiz Carlos Alexandre.

"Já houve vários casos que, por ele, foram encaminhados para as respetivas entidades", referiu a ministra, adiantando que o documento será enviado à Comissão de Saúde.

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