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SNS registou até agosto o menor número de dias de fecho urgências dos últimos três anos

Lusa
22-09-2026 16:19h

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) registou até agosto o menor número de dias de encerramento de urgências hospitalares dos últimos três anos, com uma redução de 67% face a 2025, anunciou hoje a ministra da Saúde.

Os dados foram avançados por Ana Paula Martins no início da audição regimental na comissão parlamentar de saúde, afirmando que estes números são resultado do trabalho dos profissionais de saúde.

“Foram 278 dias, contra 848 em 2025 e 1.412 em 2024. Menos 67% do que em 2025, menos 80% do que em 2024”, disse a governante, realçando ainda os resultados na Obstetrícia, “uma das áreas mais sensíveis do SNS”.

“Passámos de 1.040 dias de encerramento em 2024, para 691 em 2025 e para 255 até agosto deste ano. Não foi por acaso”, disse, argumentando que foi o resultado de “uma forma diferente de enfrentar o problema”.

A ministra acrescentou que foi “o resultado desejado” de um conjunto de medidas decididas com planeamento, regras claras, melhor organização dos recursos e articulação entre o Ministério da Saúde, a Direção Executiva do SNS, os hospitais e os profissionais.

“Mas não confundimos um resultado positivo com o fim dos problemas”, que não estão resolvidos, disse, apontando a falta de profissionais, designadamente obstetras e anestesistas, e equipas sujeitas “a uma pressão muito elevada”.

“É por isso que temos de entrar em contingência para CODU, de forma concertada trabalhando como rede. Uma urgência segura para o doente tem de ser também uma urgência segura para o profissional”, declarou.

Para a ministra, não se pode continuar a organizar urgências com base na dispersão de recursos que não existem: “É precisamente esta aprendizagem que vamos levar agora para a restante Rede Nacional de Urgência e Emergência”, vincou.

Recordou que, em junho, o Governo criou o grupo de trabalho para a atualização desta rede, com uma missão muito clara: “identificar os locais mais adequados para cada resposta, rever os circuitos de referenciação e propor modelos de urgências centralizadas, sempre que a concentração de recursos seja necessária e indicada para garantir uma resposta mais diferenciada e atempada”.

A governante sublinhou que o Governo está agora em condições de avançar com a liderança do professor António Marques, que disse ser um “conhecedor profundo do sistema de emergência e urgência em Portugal”.

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