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Moçambique quer planificação conjunta na Saúde para evitar duplicações de intervenções

Lusa
02-04-2026 20:15h

Moçambique quer maximizar os recursos na saúde através da planificação conjunta e eficiente entre diferentes atores, visando melhorar a alocação de meios e travar a duplicação de intervenções, num contexto de redução do financiamento, disse hoje fonte oficial.

“Num contexto em que todos nós sabemos e vivemos, é mandatório termos de facto esta abordagem do único plano para a saúde, o único orçamento e um plano de monitoria. Isso vai nos ajudar a maximizar cada vez mais os escassos recursos que nós temos”, explicou o ministro da Saúde de Moçambique, Ussene Isse, ao lançar, em Maputo, o Mês de Planificação no Setor da Saúde.

O Governo pretende avançar com um instrumento de planificação única do setor, que integra todos os intervenientes, incluindo organizações da sociedade civil, entendendo que o mesmo vai combater a dispersão de recursos e o problema da redução global do financiamento, melhorando o acesso aos serviços de saúde.

O ministro explicou que um plano único vai integrar as intervenções distritais, provinciais e de nível central, através de uma matriz global que vai travar a duplicação de intervenções, promovendo melhor utilização de recursos.

Ussene Isse defendeu esta abordagem para a otimização dos recursos no setor da saúde e criticou "a fragmentação de intervenções", as "lacunas e duplicação de intervenções ao nível do distrito, da localidade e das províncias”.

Para o responsável, a duplicação de intervenções, que acontece com ações não combinadas nas comunidades, com diferentes parceiros a combaterem o mesmo fenómeno, traz "ineficiências", não resolvendo o problema principal das comunidades.

“Por outro lado, há este desalinhamento dos momentos de planificação entre nós e outros atores. Então, este alinhamento vai trazer ganhos no que é a definição clara das prioridades e a alocação correta e efetiva dos recursos para ultrapassarmos os problemas”, explicou.

Para o Governo moçambicano, a abordagem de planificação vai expandir o subsistema comunitário, assegurando mais coerência entre as prioridades do setor e outras áreas de desenvolvimento do país.

“Insistimos neste modelo de planificação para promovermos cada vez mais uma visão e uma abordagem transformadora no setor da saúde. Com este modelo vamos promover cada vez mais o engajamento de todos os atores, desde o nível comunitário, até central, partilhando prioridades que afetam a nossa população”, disse o ministro.

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