A nova Unidade de Saúde das Caxinas, em Vila do Conde, distrito do Porto, vai entrar em funcionamento na segunda-feira, informou hoje a Unidade de Saúde Local da Póvoa de Varzim/Vila do Conde.
O equipamento foi inaugurado a 28 de fevereiro, mas um atraso no processo de transferência dos sistemas de comunicação do antigo edifício para as novas instalações, da responsabilidade dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, impediu que os profissionais de saúde pudessem trabalhar na unidade.
Esta demora de quatro semanas entre a inauguração e a entrada em funcionamento da unidade foi, esta semana, denunciado pela concelhia de Vila do Conde do PCP, que considerou a situação “inaceitável e incompreensível”.
Os comunistas vila-condenses classificaram a cerimónia de inauguração como “uma manobra de propaganda”, repudiando “uma política feita de anúncios e inaugurações enganosas” por parte da tutela e da autarquia.
O tema foi também levado pelo PCP à Assembleia da República, com o grupo parlamentar do partido a questionar, na quinta-feira, o Ministério da Saúde sobre os motivos “para que o equipamento tenha sido inaugurado, se não tinha condições para funcionar”.
Também durante esta semana, a Câmara de Vila do Conde esclareceu à Lusa que o atraso na entrada em funcionamento da unidade se deveu ao processo de transferência das comunicações entre os edifícios.
“O presidente da Câmara [Vítor Costa] está estupefacto com a demora e inércia no processo. Houve um grande esforço para que o novo edifício estivesse pronto para servir a comunidade, mas, neste momento, uma questão burocrática continuou a atrasar a abertura”, vincou fonte da autarquia.
A nova Unidade de Saúde de Caxinas representou um investimento de cerca de três milhões de euros, cofinanciados com verbas europeias do PRR, e vai servir cerca de 15 mil utentes, no âmbito da Unidade de Saúde Familiar dos Navegantes (USF), bem como uma Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP).
A construção desta nova unidade, no seio de uma das maiores comunidades piscatórias do país, durou menos de dois anos.