A taxa de fecundidade em Macau voltou a cair em 2025, para um novo mínimo histórico, foi hoje anunciado, depois da região chinesa ter registado em 2024 a taxa mais baixa do mundo.
De acordo com dados oficiais divulgados pela Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), Macau terminou o ano passado com 0,47 nascimentos por cada mulher entre 15 e 49 anos, menos 0,11 do que em 2024.
A fecundidade no território tem vindo a cair há 11 anos seguidos, para o valor mais baixo desde que a DSEC começou a calcular esta taxa, em 2001, e muito longe do valor necessário para a substituição de gerações (2,1).
Além da queda da fecundidade, um indicador importante para prever a evolução da população, Macau também registou no ano passado 2.871 recém-nascidos, o menor número de nascimentos em quase 50 anos.
De acordo com estimativas do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, a região terá tido em 2024 a mais baixa taxa de fecundidade do mundo, seguida de Singapura, com 0,95 nascimentos por mulher.
As autoridades de Macau introduziram medidas para incentivar a natalidade, incluindo, em 2025, um subsídio, no valor total de 54 mil patacas (cerca de 5.830 euros), para crianças até aos três anos.
O líder do Governo, Sam Hou Fai, aumentou também o subsídio de nascimento, de 5.418 patacas (596 euros) para 6.500 patacas (715 euros), e o subsídio de casamento, de 2.122 patacas (233 euros) para 2.220 patacas (244 euros).
O executivo prometeu oferecer, de forma gratuita, mais e melhores creches e lançou uma consulta pública, que terminou em 16 de março, sobre o aumento no setor privado da licença de maternidade, de 70 para 90 dias.
Com menos nascimentos, os idosos de Macau, com 65 ou mais anos – cerca de 105.200 em 2025 – representavam 15,3% da população, mais 0,7 pontos percentuais do que no ano anterior.
A população da cidade atingiu 688.900 pessoas no final de 2025, um aumento ligeiro de 0,1% face ao ano anterior, sendo que 80.300 eram jovens até aos 14 anos (11,7%).
A população idosa ultrapassou pela primeira vez a dos jovens em 2023, com o Governo de Macau a prever uma "superbaixa taxa de natalidade" ainda esta década e perto de um quarto da população idosa até 2041.