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Médico que assistiu grávida da Moita suspeitou de sofrimento fetal

Lusa
27-03-2026 15:12h

A grávida que teve o bebé antes de entrar na urgência do Hospital Santa Maria não tinha parto agendado e o INEM foi contactado seis horas depois de as águas rebentarem, tendo o médico suspeitado de sofrimento fetal.

Segundo disse o INEM à Lusa, as águas terão rebentado pelas 01:00 e o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) foi contactado às 07:05.

Uma informação entretanto enviada pela Unidade de Saúde Local do Arco Ribeirinho, a que pertence o hospital do Barreiro, no distrito de Setúbal, refere que não estava qualquer indução de trabalho de parto e/ou cesariana programada para hoje.

A informação adiantada pelo INEM indica que, às 07:08, foram acionados os Bombeiros Voluntários da Moita, que às 07:27 transmitiram ao CODU que a grávida estava estável, com rutura de bolsa e “com presença de mecónio”, uma situação que “sugere necessidade de avaliação por neonatologia”.

A presença de mecónio significa que o bebé eliminou as primeiras fezes dentro do útero ou durante o parto, colorindo o líquido amniótico.

O maior perigo é que o bebé inale esta mistura, o que pode obstruir as vias aéreas e provocar infeção pulmonar grave.

Quando os bombeiros chegaram ao local, no Vale da Amoreira, a grávida tinha contrações com intervalo inferior a cinco minutos.

O INEM acrescenta ainda que, face à evolução do quadro clínico, foi acionada a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Barreiro, tendo o médico suspeitado de sofrimento fetal e decidido transportar a grávida para uma unidade hospitalar com capacidade de neonatologia.

Explica ainda que a grávida foi referenciada para o Hospital de Santa Maria porque as unidades hospitalares da margem sul estavam sem vagas ou com constrangimentos nos respetivos blocos de partos.

Fonte ligada ao processo disse à Lusa que o transporte decorreu com apoio de batedores.

A SIC tinha noticiado que uma mulher que tinha o parto marcado para esta manhã no Hospital do Barreiro acabou por ser transportada pelos bombeiros para o Hospital Santa Maria.

Fonte do Santa Maria confirmou à Lusa que a mulher e o bebé estão bem.

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