Dezasseis formandos do Centro de Formação da GNR em Portalegre deram hoje entrada no hospital daquela cidade com "problemas respiratórios e digestivos", indicou à Lusa fonte da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo.
De acordo com o porta-voz da ULS do Alto Alentejo, Ilídio Pinto Cardoso, os formandos começaram a dar entrada no hospital no “período da manhã”, tendo “alguns já recebido alta".
As aulas presenciais no Centro de Formação de Portalegre da GNR foram hoje retomadas, depois de terem sido suspensas devido a uma praga de percevejos, mas a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) alertou que o problema se mantém.
Confrontada com esta situação que envolve 16 formandos, o dirigente da APG/GNR, Eládio de Pinho Rodrigues, condenou a decisão tomada de se regressar às aulas presenciais naquele centro de formação.
“A nossa reação, obviamente, é de condenar, temos de condenar todas as decisões que foram tomadas e, efetivamente, não se percebe porque foram tomadas, colocando em risco a saúde destes instruendos”, lamentou.
Para o responsável, já estava em causa uma questão de “saúde pública” com o surgimento de uma praga de percevejos e, agora, poderá tratar-se, segundo o dirigente, de um caso que poderá ser “negligência clara”.
“Já tínhamos uma questão de saúde pública por causa da questão dos percevejos e agora temos uma questão que, presumindo que eles tiveram assistência médica por causa dos produtos que foram utilizados durante a desinfestação, ora estamos aqui a falar de uma negligência clara”, defendeu.
O dirigente da APG/GNR disse ainda que deveria ter sido estendido o período dos formandos nas suas casas e, desse modo, “tinha-se evitado todas estas questões”.
Eládio de Pinho Rodrigues disse também que a APG/GNR enviou “um novo ofício” para o comando da Guarda, “com conhecimento ao ministro” da Administração Interna, Luís Neves, “novamente a alertar e a pedir a resolução urgente” deste caso.
Na semana passada, as aulas presenciais foram suspensas, entre quarta e sexta-feira, devido à “presença de percevejos” em “alguns espaços” de alojamento e instalações sanitárias do centro de formação, revelou a GNR à Lusa, na altura.
Ainda assim, segundo a Guarda, a atividade letiva continuou a decorrer nesse período, em regime de ensino à distância, através de meios ‘online’.
A Lusa questionou hoje a GNR sobre este caso, mas ainda não obteve respostas.