O secretário de Estado norte-americano afirmou hoje que os Estados Unidos vão retomar a sua colaboração com a Gavi para combater doenças como o Ébola, após a epidemia na República Democrática do Congo (RDCongo) e no Uganda.
"Há algumas semanas, o Departamento de Estado decidiu que iríamos retomar a nossa participação na iniciativa Gavi [Aliança para as Vacinas], respeitando as opiniões do Departamento de Saúde e Serviços Humanos sobre o assunto", declarou Marco Rubio durante uma audição no Senado norte-americano.
Questionado pelos deputados sobre a posição do secretário da Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., que manifestou repetidamente a sua oposição a determinadas vacinas, Rubio disse que a administração Trump permitiu-lhe manifestar a sua opinião sobre o assunto e que, independentemente disso, Washington retomará a sua participação na aliança.
"Respeitamos a posição do Departamento de Saúde sobre este assunto e desejamos considerar os seus contributos. No entanto, gostaríamos de resolver esta questão de uma forma aceitável tanto para o Congresso como para os nossos objetivos globais de saúde", esclareceu.
Para o Secretário de Estado norte-americano, Washington deve agora “retomar o diálogo” e alcançar um “resultado concreto”, embora tenha destacado a resposta “rápida” dos EUA desde o início da epidemia.
A Gavi anunciou na segunda-feira a aprovação de um fundo de 50 milhões de dólares (cerca de 43 milhões de euros) para apoiar a resposta à epidemia de Ébola causada pelo vírus Bundibugyo, dos quais 40 milhões de dólares serão utilizados para acelerar o desenvolvimento de uma vacina, uma vez que não existe atualmente nenhuma opção de imunização contra esta variante do vírus.
A taxa de mortalidade desta estirpe varia entre 30% a 50%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O vírus começou provavelmente a circular em Ituri, no leste da RDCongo, cerca de dois meses antes da declaração da epidemia, segundo a OMS, que a 17 de maio descreveu a epidemia como uma “emergência de saúde pública de importância internacional”.