A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu hoje mais investimento e uma ação sustentada para combater a malária no continente africano, o mais afetado por esta doença.
“A prevenção existe. O tratamento existe. O que é necessário agora é investimento e uma ação sustentada”, afirmou a OMS, na rede social X (antigo Twitter), quando se assinala o Dia Mundial da Malária.
Para o diretor regional da OMS para África, Mohamed Janabi, com inovação, vacinas e melhores dados, é possível erradicar esta doença, mas, se o investimento diminuir, os casos de malária vão aumentar.
Na sexta-feira, a OMS anunciou a pré-aprovação do primeiro tratamento contra a malária para recém-nascidos e bebés com menos de cinco quilogramas.
Todos os anos, cerca de 30 milhões de bebes nascem em zonas do continente africano onde a malária é endémica.
Segundo dados da OMS, só em 2024, morreram em África quase 600.000 pessoas, sobretudo crianças, devido à malária.
Neste período, contabilizaram-se, aproximadamente, 282 milhões de casos de malária.
A malária é provocada pela picada de mosquitos infetados e os primeiros sintomas, que ocorrem entre 10 a 15 dias depois, são febre, dor de cabeça e arrepios.
Sem tratamento, a doença pode evoluir gravemente e causar a morte em 24 horas.