O PCP questionou hoje o Governo sobre os impactos do Centro de Atendimento Clínico no Hospital da Prelada, no Porto, no alívio das urgências dos hospitais de São João e Santo António.
Numa pergunta dirigida à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, o deputado eleito pelo círculo do Porto, Alfredo Maia, quer saber qual foi a despesa total do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com este centro em 2024, data em que entrou em funcionamento, e em 2025.
Além disso, Alfredo Maia perguntou quantos utentes foram referenciados para este centro a partir das urgências dos hospitais São João e Santo António e como é que o Governo pretende renovar este acordo.
O Centro de Atendimento do Hospital da Prelada destina-se ao atendimento de doentes pouco urgentes encaminhados pelo SNS, triados com pulseiras azuis ou verdes pelas Unidades Locais de Saúde (ULS) Santo António e São João, e pelo SNS24.
Para o PCP, a resolução dos elevados tempos de espera nos serviços de urgência e de acesso às especialidades não é possível sem enfrentar a desvalorização dos profissionais de saúde.
“Para lá da evidência de que em nada se aliviou a pressão e capacidade de resposta destes hospitais, com esta medida foram desviados do SNS vários milhões de euros para o negócio da doença, duplicando até gastos e deslocações nas situações de encaminhamento hospitalar – recursos que podiam e deveriam ter sido usados para aumentar a capacidade de resposta pública e para garantir a continuidade dos cuidados”, referiu.
O Centro de Atendimento Clínico do Hospital da Prelada (CAC) entrou em funcionamento a 19 de agosto de 2024 com capacidade para atender mais de 200 casos por dia e aliviar as urgências hospitalares.
O espaço, que foi uma das medidas do Plano de Transformação e Emergência da Saúde, estabelece o pagamento de 45 euros por doente ao Hospital da Prelada.