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OMS apela aos EUA para que partilhem a informação que possuam sobre o covid-19

Lusa
12-02-2026 00:10h

A Organização Mundial de Saúde apelou quarta-feira aos EUA, que saíram da entidade, para que partilhem a informação que possuam sobre a origem da pandemia do novo coronavirus.

Um dia depois de regressar à Casa Banca, em janeiro de 2025, Donald Trump assinou um decreto a determinar a saída dos EUA da OMS. Esta saída tornou-se efectiva em janeiro último, passado o prazo regulamentar de um ano.

O governo de Trump aderiu oficialmente à teoria de que o vírus tinha escapado de um laboratório de virologia em Wuhan, na China.

Mas a OMS afirma que Washington não transmitiu qualquer informação sobre a origem do covid-19.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na quarta-feira, recordou, durante uma conferência de imprensa, em Genebra, que alguns Estados tinham declarado publicamente que "possuíam informações sobre a origem (da pandemia), nomeadamente os EUA".

Já há meses que a OMS escreveu a dirigentes dos EUA, apelando a que "partilhassem toda a informação que esteja na sua posse".

Não recebemos qualquer informação", deplorou.

"Esperamos que partilhem as suas informações, porque ainda não determinámos a origem do covid", acrescentou Tedros. Ora, "saber o que se passou pode ajudar-nos a prevenir a próxima" pandemia, realçou.

Tedros solicitou a todos os governs que possuam informações sobre as origens da pandemie que as partilhem, para que a OMS esteja na capacidade de chegar a conclusões, uma vez que todas as investigações deram resultados não conclusivos e todas as hipóteses continuam em cima da mesa.

Quando expirou o prazo de pertença dos EUA À OMS (22 de janeiro), o secretário da Saúde norte-americano, Robert Kennedy Jr., e o de Estado, Marco Rubio, acusaram a OMS de "falhas durante a pandemia do Covid-19" e de ter agido "contra os interesses dos EUA, por várias vezes".

Acusaram então a organização de ter "abafado e escondido tudo o que os EUA fizeram por ela" e "dificultado a patilha (…) de informações que teriam podido salvar vidas (norte-)americanas".

Na atura, a OMS retorquiu que "o que se passou foi o contrário".

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