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Penamacor critica ULS por encerrar Serviço de Atendimento Complementar no concelho

Lusa
12-02-2026 12:26h

A Câmara de Penamacor protestou hoje contra o encerramento do Serviço de Atendimento Complementar (SAC) no Centro de Saúde local nos dias em que não existe médico escalado.

Esta decisão, que a autarquia diz ter sido tomada pela administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco sem qualquer comunicação prévia à autarquia nem às restantes entidades que trabalham com o Centro de Saúde, é “uma opção profundamente errada, lesiva do interesse público e gravemente prejudicial para a população do concelho”.

Em comunicado, a autarquia afirmou que é “particularmente grave que, em vez de se reforçar o serviço, se opte por o encerrar parcialmente, penalizando quem vive e trabalha em Penamacor, e ignorando deliberadamente o esforço e a disponibilidade demonstrada pelo executivo que desde a sua tomada de posse, manifestou vontade e disponibilidade junto do presidente da ULS de Castelo Branco em colaborar e procurar ativamente soluções para reforçar a resposta de saúde no concelho, nomeadamente através da captação de mais médicos e da garantia do funcionamento do SAC com médico todos os dias”.

Nesse sentido, o município “tem procurado e contactado médicos e, inclusivamente, disponibilizou-se a assumir parte dos custos associados à sua vinda, sempre com o único objetivo de defender a população e assegurar cuidados de saúde de proximidade”.

Reiterou assim que “esta decisão é politicamente errada, socialmente injusta e territorialmente discriminatória, violando os princípios da coesão territorial, da equidade no acesso aos cuidados de saúde e do direito constitucional à proteção da saúde”.

A autarquia liderada pelo socialista José Miguel Oliveira considerou que esta decisão, além de “incompreensível”, revela “um completo desrespeito pelo poder local, pelos profissionais de saúde e pelas instituições que trabalham e conhecem a realidade concreta do território”.

E explicou que o encerramento do SAC nos dias sem médico equivale “à retirada de um serviço essencial num concelho do interior já fortemente penalizado pela perda sucessiva de serviços públicos”.

“Num território envelhecido, disperso e com dificuldades reais de mobilidade, esta decisão coloca em causa a segurança das pessoas, aumenta o risco clínico e empurra os munícipes para deslocações longas, dispendiosas e, muitas vezes, impossíveis”.

Em resposta à Lusa, a ULS de Castelo Branco esclareceu que, “na ausência de médico escalado para o SAC de Penamacor, este será encerrado”.

“As consultas de enfermagem do SAC são garantidas através de Consulta de intersubstituição de enfermagem, na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) e em articulação com a Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) no caso de necessidade de cuidados domiciliários”.

Acrescentou ainda que “sempre que estiver médico escalado e que este esteja presente, o SAC manter-se-á aberto de acordo com o horário da escala”.

Garantiu ainda que “esta decisão foi tomada pelo conselho de administração da ULS de Castelo Branco e comunicada aos colaboradores dos serviços".

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