O Presidente moçambicano afirmou hoje que as viagens que tem realizado ao exterior começam a dar resultados, apontando como exemplo o lançamento da construção do futuro Centro Cirúrgico Nacional, financiado pela China, e reforçando a importância da ação diplomática.
“Queria usar esta ocasião para dizer que aquelas viagens que o chefe do Estado tem feito, e dizem que está a viajar muito, o resultado está aqui”, disse Daniel Chapo, durante o lançamento das obras de construção do Centro Cirúrgico Nacional, no Hospital Central de Maputo, financiado pela China em 42 milhões de dólares (36,4 milhões de euros).
O Presidente moçambicano realizou uma visita de Estado à China de 16 a 22 de abril, a convite do homólogo chinês, Xi Jinping, tendo aquele país asiático reiterado, no final da visita, o apoio à estratégia de desenvolvimento apresentada por Chapo para 2025-2044 e ao plano moçambicano para 2025-2029, centrados na redução da pobreza, no crescimento inclusivo e no desenvolvimento estrutural, comprometendo-se a continuar a apoiar a industrialização de Moçambique.
Hoje, o Presidente disse que este empreendimento simboliza a materialização dos acordos celebrados entre o Governo moçambicano e a China no quadro da diplomacia e das visitas de Estado que tem realizado desde a sua tomada de posse.
“Já explicamos que não há nenhum pai que pode trazer comida para casa sem sair de casa. Tem que sair todos os dias para ir trabalhar, por forma a trazer comida para a mesa da sua família, e o chefe do Estado é um pai, tem que se preocupar com o seu povo, e este é o resultado para melhorar a saúde do povo moçambicano”, frisou Daniel Chapo.
O Presidente moçambicano acrescentou que Moçambique e a China têm vindo a construir uma parceria sólida baseada no respeito mútuo e na procura conjunta de soluções para o desenvolvimento dos povos, sustentando que os acordos entre os dois países visam melhorar a vida das populações.
“Estamos certos de que esta iniciativa constituirá mais um marco da extensa cooperação histórica entre os nossos dois países e os nossos dois povos, particularmente no domínio da saúde pública”, disse.
Além da viagem à China, Chapo, empossado como quinto Presidente de Moçambique em 15 de janeiro de 2025, já visitou Portugal, Estados Unidos, Itália, Espanha, Bélgica, Emirados Árabes Unidos, Angola, Ruanda, Argélia, Etiópia e África do Sul, entre outros países.
A embaixadora da China em Moçambique, Zheng Xuan, destacou, durante a cerimónia de lançamento da obra, que será executada por empresas chinesas, a “amizade profunda” entre os dois países: “Desde o estabelecimento das relações diplomáticas, a China e Moçambique têm-se apoiado mutuamente, com base na confiança mútua, tornando-se um exemplo de amizade e de cooperação Sul-Sul”.
Ao longo dos anos, a China tem apoiado o setor da saúde moçambicano, inclusive através de programas de formação e capacitação de profissionais de saúde e do fornecimento de equipamentos médicos, tendo a diplomata prometido mais esforços daquele país asiático para apoiar Moçambique.
“Este moderno centro cirúrgico, com assistência da China, contribuirá significativamente para o reforço da capacidade cirúrgica e do atendimento médico, dando um novo impulso à melhoria da saúde pública e ao desenvolvimento do setor da saúde”, disse a diplomata.
O Governo moçambicano prevê a realização de "seis visitas" de Estado pelo Presidente da República em 2026 e a assinatura de cinco acordos internacionais. Na área de Cooperação Internacional, documentos de suporte ao Plano Económico e Social e Orçamento do Estado para 2026, referem que estão previstas "visitas de Estado" ao Canadá, Botsuana, Angola, Rússia e Vietname, além da China, já realizada.
"No âmbito do reforço e aprofundamento das relações de irmandade, amizade, solidariedade e de cooperação entre os povos e países, bem como a mobilização de financiamento para a viabilização da agenda nacional de desenvolvimento", lê-se.