A ANADIAL - Associação Nacional de Centros de Diálise informou hoje que a rede nacional tem estado totalmente operacional, garantindo os tratamentos aos doentes renais, apesar da gravidade dos temporais que têm assolado o país.
Em comunicado, a ANADIAL recorda que a insuficiência renal crónica exige “um rigor extremo” no cumprimento do calendário terapêutico e que estes doentes não podem permanecer sem tratamento por um período superior a 48 horas, sob grave risco de vida.
Os centros de diálise, conscientes desta vulnerabilidade, acionaram os seus planos de contingência, assegurando energia através dos seus geradores e mantendo as equipas técnicas no terreno, mesmo nas zonas mais fustigadas pelas intempéries, acrescenta.
A associação sublinha que este “sucesso operacional” se deve, quase exclusivamente, ao esforço dos colaboradores dos centros de diálise e insiste que, nas zonas mais afetadas, estes profissionais “foram o pilar que permitiu manter as portas abertas”.
“Muitos destes trabalhadores são, eles próprios, vítimas diretas da destruição. Temos relatos de profissionais que asseguraram turnos e cuidaram dos doentes enquanto as suas próprias habitações eram danificadas, familiares ficavam desalojados ou se encontravam sem comunicações e energia nas suas casas”, afirma o presidente da ANADIAL, Paulo Dinis, citando no comunicado.
Os centros também acabaram por dar uma resposta efetiva às necessidades dos colaboradores afetados pelos temporais e a associação garante que os serviços sociais das clínicas de diálise estão em contacto direto com as autoridades locais para assegurar a ativação dos meios disponíveis para os doentes e colaboradores em situações mais frágeis.
A associação agradece às equipas de profissionais de saúde e administrativos que ajudaram a manter o funcionamento da rede nacional e diz que continuará a monitorizar a situação de perto, para garantir que nenhum doente renal fique sem o suporte vital de que precisa.
Quinze pessoas morreram em Portugal continental desde o passado dia 28 de janeiro, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos.