SAÚDE QUE SE VÊ
Facebook

Greve na administração pública com adesão de 80% na saúde – sindicato

Lusa
02-11-2026 17:34h

A greve de hoje dos trabalhadores da administração pública estava às 16:00 a registar, a nível nacional, uma adesão de 80% na saúde e de 60% na educação, disse à agência Lusa fonte sindical.

"A adesão à greve é de 80% na saúde", afetando "o serviço de cirurgia programada, consultas externas e análises a nível nacional", disse à Lusa o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS), num balanço até às 16:00.

Já na educação a adesão era de 60%, acrescentou Diogo Nina.

De acordo com representante sindical, nas Unidades Locais de Saúde (ULS) estão a ser cumpridos os serviços mínimos bem como os tratamentos de Quimioterapia, Imunoterapia, Hemodiálise e serviços de Dádiva de Sangue.

Num anterior balanço feito à Lusa, pelas 09:00, o STTS apontava para uma adesão de cerca de 60% na educação e saúde no continente e regiões autónomas.

Segundo o representante sindical, há ainda "uma greve agendada para o dia 30 de novembro e 02 de dezembro", que será convocada através da federação que representa o sindicato, a Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesinap).

A federação tem vindo a exigir ser recebida pelo Governo para apresentar as suas propostas e integrar as negociações habituais que existem entre o executivo e os representantes da Administração Pública (STE, Fesap e Frente Comum).

Os trabalhadores da administração pública cumprem hoje uma greve de 24 horas, num protesto convocado pelo STTS.

A greve começou pelas 00:00 de hoje e prolonga-se até às 23:59, abrangendo a administração central, regional e local.

Entre as principais reivindicações deste sindicato está "a instituição em concreto do Cartão Refeição na Administração Pública através de negociação em Acordo Coletivo de Empregador Público (ACEP), para o valor diário de 10,20 euros, livre de imposto".

O STTS defende ainda uma revisão do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP), "para que permita manter os pontos obtidos em contratos a termo e na mudança de carreira ou categoria", um subsídio de risco para a carreira de Técnico Auxiliar de Saúde.

O Sindicato exige igualmente a revisão do Acordo Coletivo aplicável às entidades públicas empresariais, e a contratação de pessoal.

O acordo plurianual de valorização dos trabalhadores da administração pública, assinado entre Governo, Fesap e STE, prevê aumentos salariais de 2,30%, com um mínimo de 60,52 euros em 2027.

A confirmar-se o cumprimento da meta prevista no acordo, a base remuneratória da administração pública subirá dos atuais 934,99 euros para 995,51 euros em 2027.

O acordo prevê ainda que o subsídio de refeição, cujo valor se situa atualmente nos 6,15 euros, seja aumentado em 15 cêntimos por ano até 2029.

MAIS NOTÍCIAS