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Infarmed apela à notificação de suspeitas de reações adversas a medicamentos

Lusa
02-11-2026 16:32h

O Infarmed alertou hoje os cidadãos e os profissionais de saúde para a importância de identificar e notificar as suspeitas de reações adversas a medicamentos, no âmbito de uma campanha que decorre até domingo e envolve mais de 120 países.

Pelo 11.º ano consecutivo, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) associa-se à campanha internacional #MedSafetyWeek, que teve início hoje e se prolonga até domingo, sob o lema “Não ignore as suspeitas de reações adversas. Notifique-as!”.

Esta campanha, liderada pelo Uppsala Monitoring Centre (UMC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da International Coalition of Medicines Regulatory Authorities (ICMRA), pretende sensibilizar os cidadãos e os profissionais de saúde para a importância da identificação e notificação de suspeitas de reações adversas a medicamentos.

Segundo o Infarmed, a edição deste ano “será a maior de sempre”, envolvendo mais de 130 organizações de mais de 120 países, que irão divulgar mensagens de sensibilização em mais de 61 línguas, através das redes sociais e de outros canais de comunicação.

“Embora os medicamentos sejam fundamentais para prevenir e tratar doenças e melhorar a qualidade de vida, podem também provocar reações adversas. Estas podem surgir de forma súbita ou gradual, mesmo após períodos prolongados de utilização”, adverte em comunicado.

A autoridade do medicamento sublinha que algumas reações adversas “são facilmente identificáveis”, enquanto outras podem não apresentar sintomas evidentes, sendo apenas detetadas através de exames ou análises clínicas.

“As reações adversas podem ocorrer, nomeadamente, no início de um tratamento, após alterações da dose ou em situações de utilização simultânea de outros medicamentos, determinados alimentos ou produtos à base de plantas”, explica.

O Infarmed alerta para a importância de os cidadãos estarem atentos a possíveis reações adversas, aconselhando a consultaram o folheto informativo dos medicamentos e esclarecer as suas dúvidas junto dos profissionais de saúde.

“Sempre que exista uma suspeita de reação adversa, esta deve ser notificada, especialmente quando interfere com as atividades do dia-a-dia, é grave ou não se encontra descrita no folheto informativo. Não é necessário ter a certeza de que a reação foi causada pelo medicamento para efetuar a notificação”, salienta.

O Infarmed, através do Portal RAM, recebe, organiza e analisa as notificações de suspeitas de reações adversas a medicamentos, contribuindo para a monitorização contínua da sua segurança.

De acordo com a autoridade do medicamento, estas notificações permitem identificar novos riscos, detetar problemas de segurança inesperados e aprofundar o conhecimento sobre reações adversas já conhecidas, apoiando a adoção de medidas destinadas a proteger a saúde pública.

Salienta que a sua participação na #MedSafetyWeek 2026 constitui “uma oportunidade para reforçar, junto dos cidadãos e dos profissionais de saúde, a importância da farmacovigilância e da sua contribuição para a utilização mais segura dos medicamentos”.

Deixa ainda a mensagem: “Não ignore as suspeitas de reações adversas. Cada notificação conta e pode ajudar a tornar os medicamentos mais seguros para todos”.

Segundo o último relatório de atividade do Sistema Nacional de Farmacovigilância (SNF), foram recebidas 12.349 notificações de suspeitas de reações adversas a medicamentos em 2025, mais 9,2% do que em 2024, um aumento atribuído pelo Infarmed ao maior envolvimento de profissionais de saúde e cidadãos.

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