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Obras avançam para fornecer energia, água e saneamento ao novo hospital em Évora

Lusa
30-10-2026 16:51h

A empreitada para o fornecimento de eletricidade ao novo Hospital Central do Alentejo, em Évora, já começou e o concurso público para a construção das redes de água e saneamento foi lançado esta semana, revelou hoje a Câmara Municipal.

Em declarações aos jornalistas, num encontro que assinalou o primeiro ano de mandato da atual gestão PS, o presidente da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, indicou que as obras relativas às ligações elétricas estão a cargo da empresa E-redes.

“Combinámos os percursos [para a ligação elétrica] e a forma de o fazer, por exemplo, fazendo agora antes da Capital Europeia da Cultura a parte mais próxima da cidade e a seguir a outra parte”, referiu, lembrando que esta obra vai atravessar a cidade.

O autarca realçou que o município lançou esta semana um novo concurso público para a empreitada de construção das redes de água e saneamento da futura unidade hospitalar, com um preço base sem Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) de 2.297.797,73 euros.

Aquando do primeiro procedimento para esta obra, lançado em junho passado, adiantou, “alguns potenciais candidatos fizeram um pedido de esclarecimento sobre o estudo geológico”, tendo a câmara feito esse trabalho e lançado agora um novo concurso.

“Essa é a empreitada que nos preocupa mais”, admitiu, aludindo à existência de granito no subsolo da zona a intervencionar e à necessidade de um parecer do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) após a conclusão das expropriações.

O presidente da câmara estimou que o processo de expropriações, liderado pela autarquia e baseado em levantamentos feitos pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), possa ficar concluído “dentro de 15, 20 dias”.

“Uma parte dos proprietários aceitou e ficou resolvido, mas outra parte não aceitou e foi resolvido em tribunal, com ajustamento de preços, naturalmente”, salientou.

Segundo Carlos Zorrinho, um dos proprietários recorreu à justiça e “conseguiu demonstrar em tribunal que o levantamento feito pela EDIA sobre a sua propriedade não estava correto”, nomeadamente em termos de área.

“São as dificuldades que temos, mas, segundo a informação que temos dos serviços jurídicos, vai-se resolver”, frisou.

O autarca disse que já foi desbloqueado o diferendo relativo à desclassificação de um troço da Estrada Nacional 114 junto à cidade, estando prevista a construção de uma rotunda e instalação de semáforos no futuro acesso daquela via ao novo hospital.

Questionado sobre os acessos rodoviários à futura nova unidade hospitalar, o presidente da câmara considerou que “o fundamental é que o hospital não deixe de funcionar por causa das infraestruturas”.

“A câmara supervisiona, para que as coisas batam certo e possam ser feitas e os licenciamentos, muitos também dependem de nós, mas, depois, a entidade que lança a empreitada é a que está melhor colocada para lançar”, acrescentou.

Em março deste ano, foi assinado um protocolo entre várias entidades para a construção dos acessos rodoviários, redes de água e saneamento e ligações elétricas do novo hospital, num investimento global de cerca de 13,3 milhões de euros.

O Hospital Central do Alentejo está a ser construído num terreno com uma área total de 75 hectares, dos quais 25 hectares correspondem ao lote destinado à unidade hospitalar.

O projeto prevê uma área bruta de construção de aproximadamente 100.000 metros quadrados, distribuída por 10 pisos, acima e abaixo do solo.

A nova unidade hospitalar irá servir cerca de 150 mil habitantes do distrito de Évora e aproximadamente 440 mil pessoas em todo o Alentejo, funcionando em articulação com os hospitais de Beja, Portalegre, Elvas e do Litoral Alentejano.

Dotado de mais de 30 especialidades e equipado com tecnologia de diagnóstico e tratamento de última geração, o Hospital Central do Alentejo terá capacidade para 457 camas de internamento, 11 salas operatórias e 43 postos de recobro.

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