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Ébola: Centro europeu envia equipa de peritos à Nigéria devido à propagação da epidemia

Lusa
27-10-2026 17:03h

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) anunciou hoje o envio de uma equipa de peritos para a Nigéria devido à propagação da epidemia de Ébola da República Democrática do Congo (RDCongo) para outros países africanos.

A equipa, que chegou esta semana à Nigéria, é liderada por um especialista sénior em inteligência epidemiológica e vai prestar aconselhamento e apoio técnico à delegação da União Europeia (UE) em Abuja, tendo sido também disponibilizada assistência às autoridades nigerianas.

O apoio poderá abranger a vigilância epidemiológica, o rastreio de contactos, a prevenção e controlo de infeções e o reforço da preparação e resposta ao surto, segundo um comunicado divulgado hoje pelo organismo europeu.

A Nigéria confirmou, a 20 de outubro, um caso de doença de Ébola causada pelo vírus Bundibugyo numa pessoa que tinha viajado do Uganda em 03 de outubro. Estão a ser monitorizados 44 contactos.

No Quénia, tinham sido confirmados nove casos até 23 de outubro, incluindo um óbito. O primeiro caso foi importado da RDCongo e originou oito infeções secundárias, entre familiares e profissionais de saúde. As autoridades quenianas monitorizaram 135 contactos.

O ECDC acompanha a epidemia desde maio, tendo enviado especialistas para apoiar o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC). Em junho, liderou também uma missão para avaliar os procedimentos de rastreio à saída nos aeroportos da RDCongo e do Uganda e enviou peritos para o Sudão do Sul.

"De acordo com a mais recente avaliação de ameaças, a probabilidade de infeção para as pessoas da Europa que vivem ou viajam para as áreas afetadas no Quénia e na Nigéria é baixa, desde que sigam as precauções recomendadas", afirmou o ECDC em comunicado.

O ECDC considera a probabilidade de propagação do vírus na Europa, bem como o risco para a população da UE, como "muito baixo".

O ECDC não recomenda restrições de viagem com destino ou origem no Quénia e na Nigéria, mas aconselha os países europeus a "manterem a vigilância e a reforçarem a preparação para detetar e gerir eventuais casos importados".

De acordo com o último relatório publicado hoje pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da RDCongo, a epidemia de Ébola ultrapassou os 10.000 casos confirmados, incluindo 4.887 mortes.

Foram registados um total de 10.060 casos de infeção confirmados, com uma taxa de letalidade de 48,6%.

Além disso, 2.684 doentes recuperaram da doença até ao momento, e a taxa de rastreio de contactos situa-se nos 81,6%.

Esta epidemia - a segunda mais mortífera e contagiosa da história a nível global - já ultrapassou a que ocorreu na mesma região da RDCongo entre 2018 e 2020, embora ainda esteja longe de ser a mais grave até à data, que causou cerca de 11.000 mortes e 28.000 infeções na África Ocidental entre 2014 e 2016.

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