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PSD defende ampliação do Hospital de Santo André em Leiria

Lusa
19-10-2026 11:03h

O grupo parlamentar do PSD quer que o Governo (PSD/CDS-PP) reconheça como “investimento estruturante e prioritário” a ampliação do Hospital de Santo André, em Leiria, e apresentou um projeto de resolução na Assembleia da República.

No projeto de resolução enviado à agência Lusa, através do qual se considera a ampliação como um “investimento estruturante e prioritário para o reforço da capacidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na Região Centro”, os sociais-democratas pedem que o executivo determine à Direção Executiva do SNS, em articulação com a Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria, “a realização dos estudos técnicos, funcionais, ambientais e financeiros necessários à ampliação” da unidade hospitalar.

O grupo parlamentar do PSD quer também a apresentação de “um calendário plurianual para a concretização do investimento, contemplando as fases de estudo, projeto, licenciamento, financiamento, contratação pública e execução da obra”, assim como a identificação do modelo de financiamento adequado.

Os deputados defendem ainda que a ampliação deve ser “dimensionada para as necessidades atuais e futuras da região, tendo em conta a população residente, o número de utentes inscritos” na ULS, “a evolução demográfica, a atividade económica e a procura previsível de cuidados de saúde”.

No projeto de resolução, o grupo parlamentar defende, igualmente, que seja garantida, entre outros, a participação “dos municípios abrangidos e das estruturas representativas dos utentes na definição do programa funcional da intervenção”.

Através do documento sustenta-se que está em causa um investimento na qualidade do SNS, na valorização dos seus profissionais e na igualdade de acesso dos cidadãos a cuidados de saúde diferenciados.

“Está também em causa uma decisão de coesão territorial: uma região com a importância demográfica, económica e estratégica da Região de Leiria não pode continuar a ver a capacidade da sua principal unidade hospitalar crescer abaixo das necessidades da população que efetivamente serve”.

Em 15 de setembro, a agência Lusa noticiou que a ULS quer construir uma terceira torre no Hospital de Santo André, que está a “rebentar pelas costuras”.

“(…) Estamos a rebentar pelas costuras. A nossa ULS é uma das maiores do país, abrange à data um universo de 420 mil utentes, tendo este Hospital de Santo André sido inaugurado há 31 anos e na altura dimensionado para metade desta população”, afirmou o presidente do conselho de administração da ULS, Manuel José Carvalho.

Segundo o presidente, “este crescimento sustentado da população” da região, “pelo seu dinamismo, empreendedorismo empresarial, desenvolvimento e inovação, de que a recente criação da Universidade de Leiria e Oeste é o mais recente exemplo, cria atratividade de novas gentes” e “consequente pressão e novos desafios nas áreas sociais que definem a qualidade de vida das sociedades modernas, a saúde, a educação, a justiça, a segurança, as mobilidades”.

“Na área que nos diz respeito, a saúde, os dados de 2025 revelam um rácio de camas por mil habitantes na nossa região de 1,9 camas, quando a média nacional é de 3,4 camas por mil habitantes e a média recomendada em países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico] é de 4,2 camas por mil habitantes”, adiantou o responsável da ULS.

Manuel José Carvalho revelou na ocasião que, em agosto, numa reunião com a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, já foi entregue o primeiro projeto/esboço.

A área de influência da ULS da Região de Leiria corresponde aos concelhos de Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Ourém, Pombal e Porto de Mós. Compreende três hospitais (Leiria, Pombal e Alcobaça) e 10 centros de saúde.

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