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Ébola: União Africana oferece apoio técnico ao Quénia após casos subirem para sete

LUSA
18-10-2026 12:27h

A agência de saúde pública da União Africana (UA) anunciou o envio de apoio técnico e logístico para reforçar a resposta do Quénia ao surto de ébola, após a confirmação de quatro novos casos.

Com estes quatro novos casos, sobe para sete o total de infeções registadas no Quénia, resultantes de um caso importado da República Democrática do Congo (RDCongo).

Num comunicado divulgado este sábado, os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças de África (CDC de África) informaram que estão a colaborar com o Governo queniano em áreas-chave da emergência, com especial atenção à "vigilância epidemiológica, coordenação técnica, comunicação de riscos e envolvimento comunitário".

O organismo de saúde continental enfatizou a necessidade de fornecer equipamento de proteção aos profissionais de saúde que trabalham na linha da frente, após a confirmação de que três dos quatro novos infetados são profissionais de saúde que assistiram o "doente zero" no hospital.

Os CDC de África destacaram a prioridade de reforçar as medidas de prevenção e controlo de infeções, garantindo "equipamento de proteção adequado, formação e apoio contínuo" aos trabalhadores da área da saúde.

Face à evolução da epidemia na RDCongo, origem do primeiro caso detetado no Quénia, o organismo reafirmou que vai intensificar a vigilância transfronteiriça e a deteção precoce entre os Estados-membros, visando conter a propagação do vírus a nível regional.

Por seu lado, o Ministério da Saúde do Quénia afirmou, num documento, que o risco para o público em geral continua a ser baixo, "dado que não há evidências de transmissão comunitária da doença".

Das 130 pessoas que tiveram contacto com o "doente zero", 128 (98,5%) foram rastreadas e estão em quarentena, o que supera a referência global de 85% para o rastreio de contactos, taxa necessária para quebrar a cadeia de transmissão da doença.

O Quénia confirmou, a 05 de outubro, o seu primeiro caso importado de Ébola: um homem de 40 anos que viveu, nos últimos sete anos, na RDCongo.

O "doente zero" recebeu tratamento em vários hospitais congoleses antes de viajar por terra até Kampala e, posteriormente, voar do Uganda para Nairobi, onde aterrou a 03 de outubro, morrendo dois dias depois.

Desde então, as autoridades de saúde iniciaram o rastreio de contactos para identificar pessoas que possam ter estado expostas ao vírus durante a deslocação e o tratamento do paciente.

O Quénia é o quarto país a registar um caso ligado à epidemia de ébola na RDCongo, juntando-se ao Uganda, França e Países Baixos.

O ébola também se alastrou ao Uganda, onde a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, a 26 de agosto, o fim do surto, depois de contabilizar 20 casos confirmados, incluindo 15 importados da RDCongo, e duas mortes.

A epidemia na RDCongo é a segunda mais letal da história a nível global, tendo provocado 9.277 casos confirmados, incluindo 4.478 mortes, segundo o último balanço do Governo congolês.

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