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ULS Matosinhos prevê abrir novo espaço dedicado à Esclerose Múltipla ainda este mês

Lusa
08-10-2026 19:35h

A Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM) avançou hoje que prevê abrir “ainda este mês” um novo espaço dedicado aos doentes com Esclerose Múltipla, uma reivindicação que já motivou uma petição ‘online’ que ultrapassou o milhar de assinaturas.

Numa resposta à agência Lusa, a ULSM refere que “as obras estão concluídas, estando pendente a entrega e instalação do mobiliário clínico, prevista para os próximos dias”.

“O novo espaço dedicado aos doentes com Esclerose Múltipla encontra-se em fase final de implementação, estando prevista a sua abertura ainda este mês”, lê-se na resposta.

Esta resposta surge na sequência de uma petição ‘online’ com o título “Não nos peçam para esperar mais: pela abertura da clínica de Esclerose Múltipla da ULS de Matosinhos” que cerca das 19:30 de hoje contava com 1.126 assinaturas.

Na petição, os doentes referem que “durante anos” ouviram que existia vontade de melhorar as condições de acompanhamento dos utentes com Esclerose Múltipla, mas “os anos passaram” e continuam “a fazer tratamentos em espaços não dedicados, dispersos pelo hospital, muitas vezes acompanhados por profissionais que, apesar do seu esforço, não estão especificamente especializados no tratamento e acompanhamento” desta doença.

“Durante anos foram-nos apresentados projetos, intenções e compromissos. Foi-nos dito que seria criada uma clínica dedicada à Esclerose Múltipla, com melhores condições para os utentes e maior organização no acompanhamento desta doença crónica, neurológica e imprevisível”, referem.

Contactado pela Lusa, o conselho de administração da ULSM, que já em junho disse estar a desenvolver uma solução “digna, sustentável e adequada” às necessidades dos utentes com Esclerose Múltipla, destacou hoje que “todo o processo foi desenvolvido em articulação com a direção da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, que tem acompanhado a evolução do projeto”.

“O novo espaço, localizado no Hospital de Dia, permitirá concentrar a atividade atualmente dispersa, reforçando a articulação entre equipas e proporcionando uma resposta mais integrada, confortável e adequada às suas necessidades”, acrescenta.

A ULSM salvaguarda, ainda, que “o acompanhamento e tratamento dos doentes com Esclerose Múltipla encontram-se integralmente assegurados, não tendo existido qualquer interrupção na prestação de cuidados”.

A Esclerose Múltipla é uma doença crónica, autoimune, inflamatória e degenerativa, que afeta o Sistema Nervoso Central.

Afeta particularmente a mielina (uma bainha que rodeia, alimenta, protege e isola eletricamente as extensões dos neurónios, per­mitindo a rápida transmissão de impulsos).

O mecanismo da doença assenta num erro do sistema imunitário que leva a que a mielina seja considerada como um corpo estranho e seja atacada.

A doença surge frequentemente entre os 20 e os 40 anos de idade, ou seja, entre os jovens adultos.

Afeta com maior incidência as mulheres.

Estima-se que em todo o mundo existam cerca de 2.500.000 pessoas com Esclerose Múltipla, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, e em Portugal mais de 8.000, refere a página oficial da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM).

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