O Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) anunciou hoje a criação do “Vale Ment(ON) - Programa de Promoção de Competências Psicológicas nos Jovens”, uma nova resposta pública na área da saúde mental e resiliência emocional.
O programa, cujo regulamento será publicado na quinta-feira em Jornal Oficial, possibilitará que os jovens naturais ou residentes nos Açores, com idades entre 15 e 26 anos, possam beneficiar de um vale, no montante global de 400 euros, para aquisição de sessões individuais com profissionais especializados na área da psicologia.
Segundo a secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, a medida “coloca a prevenção e a capacitação emocional dos jovens no centro das políticas de juventude”.
“Falar de saúde mental não é falar apenas de doença. É falar de bem-estar, autoestima, resiliência, relações saudáveis, capacidade de lidar com a pressão, de enfrentar dificuldades, de tomar decisões e de pedir ajuda quando é necessário, incluindo numa lógica preventiva. É falar de competências que são fundamentais para a vida”, afirmou a governante, citada numa nota de imprensa.
Maria João Carreiro, que esteve hoje na vila do Nordeste, na ilha de São Miguel, no roteiro “JUVENTUDE.AZORES - Conhece a tua DRJ!”, promovido através da Direção Regional da Juventude (DRJ), adiantou que cada “Vale Ment(ON)” tem um prazo de validade de dois anos, a contar da data em que é emitido.
O vale pode ser utilizado num total de até dez sessões que podem decorrer em formato presencial ou ‘online’, nas entidades intermediárias aderentes e identificadas no Portal da Juventude.
Para o efeito, foi assinado um protocolo entre a Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego e a Ordem dos Psicólogos Portugueses.
A governante enalteceu a disponibilidade da Ordem dos Psicólogos Portugueses para colaborar na promoção e na dinamização do “Vale Ment(ON)”, o que garante que o programa será executado com “conhecimento técnico, rigor e qualidade”, transformando, assim, uma prioridade política “numa resposta concreta, estruturada e sustentada por conhecimento especializado”.
“Ter jovens resilientes não significa esperar que sejam capazes de enfrentar tudo sozinhos. Significa garantir que têm ferramentas para compreender o que sentem, para tomar decisões, para ultrapassar adversidades e, sobretudo, para reconhecer quando precisam de ajuda e saber onde a procurar”, afirmou.
Para a governante, uma política de juventude deve “abrir portas”, incluindo para a saúde mental, a inteligência e a resiliência emocional, designadamente através de instrumentos que estimulem os jovens a desenvolverem uma cultura de investimento pessoal na sua formação cívica, académica e profissional.
Ainda de acordo com Maria João Carreiro, esta cultura é essencial para que possam ser “cidadãos orientados e focados na condução das suas vidas e menos vulneráveis às dificuldades ou constrangimentos da vida adulta”.