O Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada, nos Açores, está equipado com um robô cirúrgico ortopédico que é “do mais moderno que há no mundo”, disse hoje o presidente do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM).
José Manuel Bolieiro esteve hoje de manhã no HDES, onde assinalou o início de uma cirurgia assistida por um robô ortopédico, que custou 1,1 milhões de euros e foi adquirido no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
“Este robô cirúrgico ortopédico é do mais moderno que há no mundo, está ao serviço do HDES, valoriza a capacidade de servirmos os doentes, mas também motiva os profissionais que já tinham esta ambição”, afirmou o governante aos jornalistas.
Explicou que os meios financeiros do PRR deram a possibilidade de o executivo regional investir de “forma muito significativa na tecnologia do Serviço Regional de Saúde” e dos hospitais da região, neste caso no HDES, a maior unidade hospitalar dos Açores.
Bolieiro disse estar “muito satisfeito” com o momento e salientou tratar-se de “um dia marcante”.
“Nós demos prioridade a esta capacitação tecnológica, digital, robótica, para o nosso Serviço Regional de Saúde, para o Hospital Digital. E estamos a passar das palavras aos atos em várias unidades de saúde nos Açores e, portanto, estou muito satisfeito. É, de facto, um dia marcante para o HDES, para os seus profissionais”, afirmou.
Segundo o líder do Governo Regional, o robô cirúrgico “vai ser um auxílio decisivo” para o bem-estar dos doentes que realizem cirurgias ortopédicas no HDES.
O diretor do serviço de Ortopedia, António Rebelo, explicou que o robô cirúrgico ortopédico hoje utilizado pela primeira vez vai trazer “uma performance melhorada a todos os níveis”.
“Vamos conseguir reproduzir, tanto quanto possível, a anatomia do doente e, depois, isso vai-se repercutir no pós-operatório”, referiu, explicando que os pós-operatórios serão “mais rápidos” e haverá “menos dor” para o doente e alguns até se esquecerão “que têm uma prótese a nível do joelho”.
António Rebelo adiantou que o método, por agora apenas aplicado ao joelho, é extensível a outras articulações, como a anca, e brevemente também ao ombro.
O cirurgião também referiu que o dia de hoje é um momento “marcante” para o HDES, para os doentes e para o serviço.
“Penso que para o hospital dignifica, de facto, porque hoje estamos na linha da frente com as novas tecnologias. E graças, obviamente, ao poder, no fundo, às facilidades que nos foram facultadas pela tutela”, declarou.
Na ocasião, a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, referiu aos jornalistas, em relação às verbas do PRR, e no que respeita ao projeto do Hospital Digital, que “as metas, para a Estrutura de Missão e para a Comissão Europeia, já estão alcançadas”.
Em relação aos marcos e metas globais para o setor da Saúde, garantiu que o Governo Regional “está confiante que vai conseguir cumprir”.
Os Açores têm 14 marcos e metas para cumprir até ao final do Plano de Recuperação e Resiliência, a 31 de agosto, adiantou na segunda-feira o presidente da Recuperar Portugal, mostrando-se confiante na capacidade de execução da região.
“Nesse relatório final que estamos a preparar para ser submetido em setembro, a região autónoma tem 14 marcos e metas ainda para tratar e demonstrar o seu cumprimento, relevando-se aqui algumas preocupações ao nível de obras e construções que estão em curso”, avançou o presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, Fernando Alfaiate, na inauguração do Centro de Qualificação dos Açores, obra de 16,5 milhões de euros que recebeu financiamento do PRR.
O presidente da Recuperar Portugal realçou que está a ser preparado o último relatório de execução do PRR para ser submetido à Comissão Europeia, lembrando a data de conclusão do plano para 31 de agosto.