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ULS de Coimbra quer unidades de saúde familiar em Castanheira de Pera e Pedrógão Grande

Lusa
07-07-2026 12:47h

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra quer criar unidades de saúde familiar (USF) em Castanheira de Pera e Pedrógão Grande, disse hoje à agência Lusa a diretora clínica para os cuidados de saúde primários.

“Há outra coisa em que nós estamos a trabalhar, que é trabalhar as unidades no sentido de as tornar unidades de saúde familiar, fazer uma reorganização, porque isso atrai os médicos de família”, começou por explicar Inês Rosendo, após uma reunião de trabalho com autarcas da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, em Alvaiázere, onde esteve juntamente com o presidente da ULS.

Inês Rosendo referiu que estão em curso “algumas reuniões no sentido de estas equipas desta região se tornarem unidades de saúde familiar”.

“Algumas já são - em Figueiró [dos Vinhos] já há, Alvaiázere já há e Ansião também -, mas Castanheira [de Pera] e Pedrógão Grande eram as duas que ainda não tinham a dotação completa de médicos, por isso nem sequer conseguiam avançar para este tipo de unidades”, esclareceu.

Segundo esta responsável da ULS, aquelas estão motivadas para criar USF, “porque isso atrai os médicos para esta região”.

“E mesmo que não sejam sempre os mesmos [médicos] durante 30 anos. Quando uns saem, entram outros, interessa ter sempre médico de família nesta região”, frisou, notando que as USF, “pela organização e pelos incentivos que também incluem, fazem com que as pessoas fiquem”.

Já o presidente da ULS de Coimbra, Francisco Maio Matos, realçou que se conseguiu alcançar a cobertura total de médicos de família.

“Ainda temos alguns realinhamentos de listas e, portanto, pode haver um doente que ainda não está integrado numa lista específica”, admitiu, precisando que se está “nesse processo de reorganização”, mas, neste momento, a “dotação de recursos humanos” permite à ULS de Coimbra “dar cobertura a todos” os utentes, o que não acontecia “há décadas”.

Reconhecendo que outro desafio passa por reter esses profissionais, Francisco Maio Matos considerou que aqueles ficam porque o projeto de medicina geral e familiar da ULS “é mobilizador, ambicioso e de futuro”.

“Uma das coisas que fizemos de diferente em relação a este projeto de cativação e retenção de talentos é que não entrámos em leilões. (…) Nós apresentámos contextos geográficos, dinâmicas regionais e não quem dá mais para ter este médico”, observou.

De acordo com este responsável, o objetivo é ter “pessoas que procurem a ULS Coimbra para um projeto do futuro”, que queiram fazer investigação ou ter ambição académica, exemplificou.

Inês Rosendo acrescentou que “tornar estes sítios atrativos para os novos médicos de família tem a ver com estas questões, de eles sentirem que podem fazer mais, além de sentirem que estão num local onde fazem a diferença e se vai ajudar”.

Em 01 de julho, a ULS de Coimbra anunciou que passou a assegurar a cobertura total de médico de família aos mais de 450 mil utentes inscritos na sua área de abrangência.

“É a primeira vez que a ULS de Coimbra consegue preencher todas as vagas abertas para médico geral de família”, afirmou, num comunicado, aquela estrutura, que abrange 21 concelhos da região Centro, com 461.971 utentes inscritos nos cuidados de saúde primários, em 31 de maio.

Em causa estavam 17 vagas de clínica familiar para 10 concelhos, que foram todas preenchidas.

A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria integra Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

Batalha, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós fazem parte da Unidade Local de Saúde da Região de Leiria.

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