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OMS e cerca de 40 países aprovam estratégia contra sismos

Lusa
02-07-2026 12:39h

A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Governo da Turquia e representantes de cerca de 40 países aprovaram hoje uma estratégia conjunta para reforçar a preparação dos sistemas de saúde perante sismos.

A chamada Declaração de Istambul apela aos países para reforçarem as infraestruturas de saúde, garantindo que os hospitais sejam concebidos para resistir a sismos, promovendo o recurso a tecnologias digitais que permitam uma resposta rápida em caso de catástrofe e alargando a formação de equipas médicas de emergência.

Na sessão de encerramento da conferência, o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, evocou os recentes sismos na Venezuela, que provocaram centenas de mortos e danos em unidades de saúde, afirmando que a tragédia demonstra a importância de preparar os sistemas de saúde para desastres naturais.

Kluge recordou igualmente os sismos que atingiram o sul da Turquia em fevereiro de 2023, sublinhando que alguns hospitais colapsaram enquanto tratavam vítimas da catástrofe.

O responsável defendeu que a construção de hospitais resistentes a sismos representa um acréscimo ligeiro no custo das obras, mas constitui um investimento "quatro vezes mais rentável".

O responsável da OMS destacou ainda a capacidade demonstrada pela Turquia na resposta aos sismos de 2023, referindo que mais de 50 mil pessoas foram retiradas nos primeiros dias graças ao planeamento prévio e aos investimentos realizados na preparação para emergências.

Segundo Kluge, a declaração hoje aprovada traduz um compromisso para garantir hospitais capazes de permanecer operacionais após um sismo, equipas médicas treinadas, comunidades preparadas, planos de emergência regularmente testados e uma coordenação eficaz entre diferentes setores do Estado.

O ministro da Saúde turco, Kemal Memisoglu, afirmou que Ancara está empenhada em partilhar a experiência adquirida com outros países, revelando que o país enviou esta semana uma missão de apoio à Venezuela composta por 75 profissionais de saúde, cinco veículos e seis cães de busca e salvamento.

Memisoglu adiantou ainda que foi elaborado um plano detalhado para responder a um eventual grande sismo na região de Istambul, cidade considerada particularmente vulnerável devido à proximidade de uma importante falha geológica.

A conferência, iniciada na quarta-feira e concluída hoje em Istambul, reuniu delegados de cerca de 40 países da Europa, do Mediterrâneo Oriental, de África e do Pacífico Ocidental, incluindo 12 ministros ou vice-ministros da Saúde, segundo a agência estatal Anadolu.

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