A Tanzânia e os Estados Unidos assinaram um acordo de cooperação na área da saúde no valor de 3.100 milhões de dólares (2.740 milhões de euros), anunciou hoje a embaixada norte-americana neste país africano.
De acordo com um comunicado do Departamento de Estado divulgado por esta missão diplomática nas redes sociais, Washington vai contribuir com 1.300 milhões de dólares (1.140 milhões de euros) ao longo de cinco anos, enquanto o Governo da Tanzânia se comprometeu a aumentar a sua despesa interna com a saúde em 1.800 milhões de dólares (1.600 milhões de euros) no mesmo período.
Os fundos serão destinados à construção conjunta de uma "rede sólida" de hospitais, laboratórios e profissionais de saúde capazes de prestar assistência à população e de enfrentar de forma independente futuras ameaças à saúde pública.
Além disso, o acordo visa manter o controlo do país sobre o VIH, a malária, a poliomielite e a tuberculose, bem como apoiar a saúde maternoinfantil.
"Os Estados Unidos canalizarão a ajuda para apoiar as prioridades sanitárias da Tanzânia e ajudá-la a tirar partido da experiência norte-americana em produtos farmacêuticos, inovação na área da saúde e tecnologia", refere-se no documento.
Este pacto faz parte da "Estratégia Global de Saúde 'Estados Unidos em Primeiro Lugar'", apresentada em setembro de 2025, que visa reforçar a segurança e a liderança dos Estados Unidos no domínio da saúde a nível mundial.
Para o Governo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esta abordagem reduz as ineficiências, promove a sustentabilidade e reforça a cooperação internacional através de coinvestimentos.
Até à data, os Estados Unidos assinaram acordos deste tipo com 34 países (incluindo 24 africanos e seis latino-americanos), num valor superior a 24.000 milhões de dólares (21.000 milhões de euros).