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Ordem dos Médicos quer que curso de Medicina da UTAD "comece bem"

Lusa
23-06-2026 17:48h

O bastonário garantiu hoje que a Ordem dos Médicos (OM) quer que o curso de Medicina em Vila Real “comece bem”, com formação de qualidade e segurança, e que forme bons médicos para servir a região e o país.

“Neste momento estamos em velocidade de grande corrida para chegarmos a setembro e as coisas começarem bem, que é isso que a OM quer, é que comece bem, para termos um curso com formação de qualidade, com segurança, que se formem bons médicos, médicos especialistas que possam servir o nosso país e, fundamentalmente, que possam servir Vila Real e os concelhos da área de abrangência da ULS [Unidade Local de Saúde]”, afirmou Carlos Cortes.

O bastonário da OM reuniu hoje com a reitoria da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e a equipa que está responsável pela implementação do mestrado integrado em Medicina, que abre 40 vagas, em setembro.

A Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD), que abrange três hospitais e 21 concelhos, é parceira no projeto.

Em abril, em comunicado, a OM considerou que não estavam reunidas as condições necessárias para o arranque de um novo curso de Medicina na UTAD, disse ter identificado “um conjunto de insuficiências que suscitam sérias reservas” quanto às condições de início do curso e pediu uma reunião, a qual decorreu hoje.

“Mas, eu tenho que lhe dizer que a avaliação que a OM fez na altura mantém-se. Havia ali algum atraso e alguma preocupação que entretanto foi corrigida, a intervenção da OM teve esse efeito”, salientou Carlos Cortes.

O bastonário mostrou-se satisfeito por a OM estar, agora, “incluída no processo” de criação do curso na UTAD.

“Eu quero clarificar muito bem esta situação. A OM e eu próprio nunca fizemos nenhuma intervenção recente no sentido de este curso não estar viabilizado. Ele foi aprovado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), a decisão está tomada, uma página virou-se”, sublinhou.

Na ULSTMAD disse que encontrou “enormes potencialidades”, um “corpo clínico com uma grande dinâmica e determinação”.

“Aliás, a ULS é uma exceção no quadro do nosso país, onde os hospitais normalmente do interior têm todos eles mais dificuldades. Tem um corpo clínico até relativamente jovem, tem imensos projetos, tem uma enorme diferenciação (…) Não conheço mais nenhum que tenha a diferenciação que tem o hospital de Vila Real”, salientou.

Portanto, acrescentou que há “todos os ingredientes para conseguir dinamizar a região, nomeadamente nesta área”.

“E confesso-lhe que seria um desperdício do ponto de vista da Ordem dos Médicos as coisas não começarem bem”, apontou ainda em declarações aos jornalistas.

Sublinhou que a ordem compreende que o curso é “absolutamente estratégico para a região” que precisa de médicos, considerando que pode ser um incremento positivo para a fixação de profissionais.

A vice-reitora para a Educação e Qualidade, Carla Amaral, garantiu ter ficado tudo esclarecido” com a OM. “A partir de agora, a ordem está também connosco no processo de organização das atividades, o que nos dá mais alento”, salientou.

A responsável disse estar “tudo pronto” para o arranque do curso em setembro, explicando que se estão a ultimar, por exemplo, as salas de aula que vão receber os novos alunos e que já está concluído o concurso para aquisição do material de simulação.

Também a presidente do conselho de Administração da ULSTMAD, Sara Mota, referiu que estão a ser ultimados os preparativos, que o centro de simulação deverá estar pronto em setembro e que também as equipas médicas que vão dar aulas e ser tutores estão a ser ultimadas.

Na ULS, adiantou, 160 médicos já se disponibilizaram para integrar o projeto.

“Nós acreditamos que é essencial neste momento o arranque deste curso. É uma das formas que nós vemos de inverter esta situação de tanta dificuldade que temos em fixar médicos na região e que pode dar uma nova perspetiva e uma nova realidade a toda a região”, afirmou.

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