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Fundo Global apoia com 612ME cuidados de saúde em Moçambique até 2029

Lusa
12-06-2026 13:50h

O Fundo Global vai apoiar o combate a doenças e cuidados de saúde primários integrados em Moçambique com um total de 709 milhões de dólares (612 milhões de euros) até 2029, uma das maiores dotações atribuídas pela instituição, foi hoje anunciado.

“Uma das maiores alocações globais”, anunciou, em Maputo, a representante do Fundo Global, Marijke Wijntoks, durante intervenção no Fórum sobre o Subsistema Comunitário de Saúde e Redução da Mortalidade Materna e Infantil em Moçambique.

O evento que reúne, entre outros participantes, os membros do Governo, representantes de organizações de saúde e da academia, para refletirem sobre o fortalecimento da saúde comunitária e a aceleração das ações visando a redução da mortalidade materna, neonatal e infantil no país.

Segundo a representante do Fundo Global, instituição que apoia, a cada três anos, no combate ao Vírus de Imunodeficiência Humana (VIH), malária, tuberculose, saúde materna e infantil em Moçambique, e 10% deste novo financiamento (2026-2029), correspondendo a 70 milhões de dólares (60 milhões de euros) será destinado ao fortalecimento dos sistemas de saúde, incluindo os Agentes Polivalentes Elementares (APE).

“O Fundo Global apoia o enfoque nos cuidados de saúde primários integrados. Reconhecemos o papel essencial dos APE, que são muitas vezes o primeiro contacto com o sistema de saúde, especialmente em zonas remotas”, referiu a representante, considerando que ajudam Ainda a reduzir falhas de atendimento, melhoram a continuidade de cuidados e fortalece a confiança nas comunidades.

Marijke anunciou ainda um financiamento adicional de nove milhões de dólares (7,7 milhões de euros) para reforçar os serviços maternoinfantis integrados, totalizando assim 709 milhões de dólares.

“Na prática, a saúde não ocorre isoladamente: uma mulher grávida pode necessitar simultaneamente de cuidados pré-natais, prevenção da malária, serviços de HIV e aconselhamento nutricional”, frisou ainda sobre o papel dos APE no pacote integrado de serviços de saúde.

Considerou “fundamental” garantir apoio adequado e reconhecimento aos APE, num contexto de financiamento limitado, em que os sistemas integrados de saúde comunitária oferecem “melhor retorno”.

“O caminho para reduzir mortes evitáveis passa pelas comunidades, pelos profissionais de saúde de linha da frente e por sistemas integrados centrados nas pessoas”, concluiu a representante do Fundo Global.

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