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Chega/Açores quer dados sobre respostas públicas ao autismo

Lusa
12-06-2026 12:36h

O Chega/Açores entregou um requerimento no parlamento açoriano sobre as respostas públicas junto das pessoas com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA), alertando que "continuam a chegar aos deputados" dificuldades reportadas por famílias, foi hoje anunciado.

Segundo o partido, o grupo parlamentar entregou um requerimento à Assembleia Legislativa Regional, solicitando ao Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) informação detalhada, discriminada por ilha, sobre o número de pessoas diagnosticadas com PEA, o tempo médio de espera para diagnóstico, o rácio entre utentes e profissionais especializados disponíveis, as listas de espera para terapias e o investimento público nesta área ao longo dos últimos cinco anos.

Em nota de imprensa, o Chega/Açores alerta que “quem sofre com Perturbação do Espetro do Autismo continua a enfrentar, na Região, algumas dificuldades no acesso a consultas especializadas, terapias e apoio escolar adequado, agravadas devido à dispersão geográfica do arquipélago”.

De acordo com os deputados, estas dificuldades têm sido reportadas por diversas famílias açorianas.

Através do requerimento, os deputados pretendem ainda saber se o executivo regional dispõe de uma estratégia ou plano específico para o autismo e quais as medidas concretas previstas para a atual legislatura, com especial enfoque no reforço do diagnóstico precoce, na redução das listas de espera e na melhoria da inclusão das pessoas com PEA em todas as ilhas dos Açores.

Para o líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, citado na mesma nota, “o autismo não pode continuar a ser uma realidade invisível nas políticas públicas dos Açores".

"Por detrás das estatísticas existem crianças que não foram diagnosticadas a tempo, jovens sem respostas para a vida adulta e famílias que carregam sozinhas um peso que deveria ser partilhado por toda a sociedade", aponta o deputado, que é também líder regional do Chega.

O líder parlamentar defende que a igualdade de oportunidades no acesso ao diagnóstico e acompanhamento especializado deve ser garantida em todas as ilhas.

“Uma sociedade que se diz inclusiva tem de o provar na prática — garantindo que uma criança nascida no Corvo tem as mesmas oportunidades de diagnóstico precoce e acompanhamento especializado que uma criança nascida em Ponta Delgada. Enquanto essa igualdade não for real, o trabalho do Chega/Açores nesta matéria não terá terminado”, sublinha José Pacheco.

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