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PS/Gaia pede reunião extraordinária da câmara sobre ULS Gaia/Espinho

LUSA
07-06-2026 13:18h

Os vereadores eleitos pelo Partido Socialista na Câmara de Gaia vão requerer uma reunião extraordinária da autarquia para exigir “uma tomada de posição” sobre o que consideram ser a “perda de capacidade de resposta” da ULS Gaia/Espinho.

“Perante a falta de investimento do Governo no Hospital [Unidade Local de Saúde] Gaia/Espinho, os vereadores do PS irão solicitar uma reunião urgente com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde, exigindo respostas claras às preocupações dos gaienses, bem como uma reunião extraordinária da Câmara Municipal para uma tomada de posição do munícipio”, pode ler-se em comunicado enviado hoje à Lusa.

Os socialistas, na oposição no executivo municipal, liderado por Luís Filipe Menezes (PSD-CDS-IL) lamentam a falta de investimento do Estado central, que fez “disparar em mais de 300% o número de utentes sem médico de família” e baixou a capacidade de resposta.

Preocupantes, para os vereadores do PS, são também os números que mostram “a diminuição do número de consultas e cirurgias e o aumento exponencial dos tempos de espera”, assim como “os tempos de espera elevados e milhares de doentes em lista de espera” em várias especialidades, a oftalmologia, a ortopedia, a otorrinolaringologia, a urologia e a neurocirurgia.

Em novembro de 2025, o presidente da Câmara de Gaia desafiou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, a explicar que plano tem para a Unidade Local de Saúde, opondo-se “duramente” à desvalorização de valências.

“Quero aqui deixar um alerta à ministra da Saúde, a quem dou o benefício da dúvida de não ter a ver com os ‘lobbys’ poderosos que continuam a mandar nisto tudo: informe-se, senhora ministra, e se faz favor tranquilize de imediato os autarcas, os profissionais de saúde e os cidadãos destes grandes concelhos”, criticou.

Nesse mês, foi aprovada uma moção, por unanimidade no executivo, contra a desclassificação do serviço de pediatria.

A eventual desvalorização da ULSGE já tinha sido alvo de críticas do PS de Gaia, que mais tarde, em março deste ano, criticou o “ataque que o Governo tem feito” a essa unidade.

Nessa altura, Luís Filipe Menezes disse ter garantias de que as valências de cirurgia cardiotorácica iam ficar na ULS, após um “combate político” de semanas para o garantir.

No final do ano passado, esta unidade revelou um plano de remodelação em curso, com construção de novos edifícios e melhoramentos nos atuais, orçado em mais de 250 milhões de euros.

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