O Uganda confirmou hoje três novos casos provocados pelo vírus Ébola, elevando o número total de infeções no país para 19, incluindo duas mortes.
"Os três novos casos eram contactos de casos confirmados que estavam em quarentena institucional pelo Ministério da Saúde", afirmou o Ministério da Saúde ugandês numa atualização publicada nas redes sociais.
O ministério reportou ainda uma segunda morte pela doença, a de um cidadão congolês, enquanto treze doentes permanecem hospitalizados e quatro receberam alta.
O país mantém o encerramento temporário da fronteira com a República Democrática do Congo (RDCongo), desde 27 de maio, devido ao surto de Ébola declarado a 15 de maio no leste da RDCongo, e que se alastrou ao seu território, evoluindo para epidemia.
Atualmente, existem 400 casos confirmados (381 na RDCongo e 19 no Uganda) e mais de 5.000 pessoas estão sob vigilância por contacto com os infetados pelo vírus.
Esta epidemia, cujo epicentro se situa na província democrato-congolesa de Ituri (leste), é complexa devido à falta de vacinas e tratamentos aprovados para a estirpe Bundibugyo, caracterizada por uma taxa de letalidade entre 30% e 50%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A OMS estima que o vírus tenha começado a circular em Ituri, que faz fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul, cerca de dois meses antes da declaração do surto, que foi classificado a 17 de maio como uma "emergência de saúde pública de importância internacional".
O vírus Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna.