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Hantavírus: Argentina alarga análise de roedores a mais uma província

LUSA
06-06-2026 00:29h

A Argentina vai alargar a captura e análise de roedores a uma outra província, de Mendoza (oeste), após o trabalho realizado na Terra do Fogo (extremo sul), no âmbito da investigação sobre o surto de hantavírus.

Os cientistas argentinos ainda estão a "analisar amostras obtidas na área em redor de Ushuaia e no Parque Nacional da Terra do Fogo", onde capturaram mais de 150 roedores em meados de maio, revelou hoje o Ministério da Saúde em comunicado.

Paralelamente, o ministério anunciou que os biólogos argentinos do Instituto Malbran, juntamente com colegas dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA, vão viajar para a província de Mendoza de 08 a 12 de junho para uma missão semelhante.

As investigações argentinas surgem na sequência do surto a bordo do navio de cruzeiro Hondius (13 casos confirmados, 3 mortes), que partiu de Ushuaia e gerou um alerta global no início de maio. A origem do surto ainda não foi identificada.

A província andina de Mendoza, a mais de 3.000 quilómetros da Terra do Fogo, ainda não registou qualquer circulação confirmada da estirpe "Andes" do hantavírus, implicada no caso do Hondius e transmissível de pessoa para pessoa.

Esta circunstância contrasta com províncias patagónicas como Chubut, Rio Negro e Neuquén.

Um relatório recente da Universidade de Mendoza refere que "o risco não é zero" devido à "potencial presença do vetor roedor", Oligoryzomys longicaudatus, conhecido como rato-de-cauda-longa.

O Hondius partiu em 01 de abril de Ushuaia, na Terra do Fogo, onde o "doente zero", um passageiro neerlandês que faleceu posteriormente, permaneceu 48 horas antes do embarque.

Antes de chegar a Ushuaia, este "doente zero" tinha viajado extensivamente pela Argentina durante quatro meses, com viagens ao Chile, onde o hantavírus também está presente, e ao Uruguai. Não se sabe se esteve em Mendoza.

Durante o último mês, as autoridades e os cientistas da Terra do Fogo têm refutado a hipótese de a contaminação do navio Hondius ter tido origem em Ushuaia.

A província, sublinharam, não regista um caso de hantavírus desde que a notificação se tornou obrigatória, há 30 anos.

Em Mendoza, a missão argentino-americana na região de Malargue, uma zona montanhosa, vai concentrar-se na "captura de roedores selvagens e na realização de estudos para detetar a possível circulação do vírus (...) no âmbito da investigação epidemiológica do surto detetado a bordo do navio de cruzeiro Hondius", detalhou o ministério.

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