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Metro Mondego quer avançar com canal dedicado até ao Pediátrico de Coimbra

LUSA
31-05-2026 09:16h

A Metro Mondego quer avançar com canal dedicado do ‘metrobus’ entre os Hospitais da Universidade de Coimbra e o Pediátrico, que a atual rede não prevê, e a Infraestruturas de Portugal já tem indicação para estudar projeto.

“Há um ajuste que ainda tem que ser feito no Pediátrico, que não estava em canal dedicado”, disse à agência Lusa Leonel Serra, que assumiu o cargo há cerca de dois meses, referindo que para cumprir o rácio de regularidade previsto no contrato de serviço público é importante assegurar canal dedicado entre a entrada norte dos Hospitais da Universidade de Coimbra e o Pediátrico.

De acordo com o novo presidente da Metro Mondego (empresa que gere a operação do ‘metrobus’), já foi feito um pedido ao ministro das Infraestruturas, que “já deu indicações à IP [Infraestruturas de Portugal] para que avance com os estudos”.

“Temos de fazer tudo em canal dedicado”, vincou, recordando que o contrato de serviço público estipula que 95% das circulações têm de ter um atraso inferior a três minutos e um índice de regularidade de 98%.

Face ao tráfego naquela zona da cidade, Leonel Serra entende que a ausência de canal dedicado na ligação entre as duas unidades hospitalares aumenta a probabilidade de atrasos e “um projeto com 42 quilómetros pode ficar comprometido por cerca de um quilómetro e meio”.

Segundo o responsável, a questão também foi comunicada à presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, que concordou.

Para Leonel Serra, é possível assegurar esse canal dedicado a tempo da conclusão da linha do hospital, que se prevê que possa estar a funcionar no primeiro trimestre de 2027.

“Mesmo que porventura isto não seja feito a tempo, nós avançamos com a operação até ao Hospital, eventualmente, se conseguirmos, até ao Pediátrico, e isto será feito ‘a posteriori’”, disse.

O responsável vincou que esse investimento “é fundamental para um bom desempenho do projeto”, que tem motivado o interesse de várias cidades portuguesas, que procuram visitar o sistema, que funciona na Lousã, Miranda do Corvo e Coimbra, com a operação urbana ainda a funcionar de forma parcial.

A ligação a Coimbra-B e a abertura parcial da linha do hospital (até à Praça da República) deverão iniciar testes em meados de agosto e arrancar a operação comercial até ao final desse mesmo mês, disse.

Na mesma altura, deverá também ser retomada a circulação em Serpins, no concelho da Lousã, que foi interrompida devido ao deslizamento de um talude.

No caso da operação até à Praça da República, Leonel Serra referiu que a solução ainda está a ser estudada, devido à ausência de parqueamento naquela zona, o que torna a gestão mais complexa.

“Ali, tem de ser sempre chegar, fazer o serviço comercial e seguir”, constatou, admitindo que o planeamento da operação na Praça da República ainda “está a ser estudado”.

Questionado sobre a possibilidade de alterações no troço suburbano para se assegurarem viagens mais rápidas entre Miranda do Corvo e Lousã e Coimbra, Leonel Serra considerou que, por ser um sistema, nesse traçado, de via única, com pontos específicos de cruzamento, seria difícil fazer alterações.

Além disso, as alterações não poupariam muito tempo na viagem, constatou.

“Enquanto os comboios levam muito tempo a parar e a retomar velocidade, estes veículos têm um arranque muito rápido. O que se ganharia seria muito pouco tempo ou nada. Depois, também há outro problema. Ao entrar em Coimbra, tudo está pensado numa lógica de cinco em cinco minutos [em hora de ponta]. O autocarro [que viesse de Miranda] teria de estar à espera e já não encaixava”, explicou.

O SMM, que funciona com autocarros elétricos articulados em via dedicada, serve atualmente Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, apesar de o sistema ainda não estar concluído e completamente operacional.

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