A Unidade Local de Saúde Santo António (ULSSA), no Porto, reiterou hoje sobre as exigências dos profissionais de diagnóstico e terapêutica em greve que aguardará a sentença da ação que corre em tribunal, a menos que receba ordem contrária da tutela.
“No que respeita a regras para progressão na carreira, as interpretações da ULS Santo António e do sindicato são divergentes, tendo este recorrido à Justiça. Em Primeira Instância e na Relação, as decisões foram favoráveis ao hospital. O sindicato recorreu ao Supremo Tribunal. A ULS Santo António aguardará a sentença, salvo ordem contrária do Ministério da Saúde”, lê-se numa resposta escrita enviada à agência Lusa.
Os profissionais de saúde das áreas de diagnóstico e terapêutica da ULSSA, no Porto, cumpriram entre quinta-feira e hoje dois dias de greve para exigir que a administração regularize a sua situação salarial.
“Estes trabalhadores sentem uma revolta muito grande face a este conselho de administração que não decide favoravelmente em relação aos trabalhadores, mesmo havendo uma decisão do Governo nesse sentido”, acrescentou o presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), Luís Dupont, em declarações à agência Lusa.
Na ULSSA, afetados por esta situação são cerca de 390 os trabalhadores destas áreas, segundo o STSS.
Luís Dupont acusou a administração da ULSSA de não cumprir as orientações do Governo relativas à Circular Conjunta ACSS/DGTF de 2 de novembro de 2023, à Circular Informativa Conjunta de 12 de março de 2025 e demais normativos legalmente aplicáveis, algo que, disse o dirigente, “não tem acontecido em outras ULS que paulatinamente têm vindo a regularizar a situação”.
Sobre a ação que corre em tribunal, Luís Dupont explicou que aconteceu quando o sindicato foi pedir ao tribunal para este reconhecer os direitos dos trabalhadores.
“A ULS Santo António teima em não avançar e entende que não deve aplicar as orientações e a decisão do atual Governo. Mesmo estando o autor da ação, o sindicato, disponível para desistir deste litígio”, lamentou.
Além dos dois dias de greve no Porto, estava agendada para hoje uma ida a Lisboa para entregar um abaixo-assinado na residência oficial do Primeiro-Ministro para exigir “a resolução urgente do conflito".