A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra promoveu hoje uma iniciativa direcionada a recém-especialistas em medicina geral e familiar para divulgar as 17 vagas que abriu em 10 concelhos na região.
A iniciativa "Dia Aberto da ULS de Coimbra: Encontra o teu futuro" decorreu ao final da tarde de hoje no Convento São Francisco, em Coimbra, com a participação de cerca de 50 médicos de todo o país.
“Fizemos este evento para conseguirmos divulgar todas as vagas que temos e mostrar as vantagens de escolher vir trabalhar para a nossa ULS, para os médicos de famílias saberem que oportunidades têm na nossa ULS e nós podermos dar médico de família a toda a nossa população”, afirmou a diretora clínica para os cuidados de saúde primários da ULS de Coimbra, Inês Rosendo.
As 17 vagas para médicos de família estão abertas para os concelhos de Arganil, Cantanhede, Mira, Penacova, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra e Tábua, no distrito de Coimbra, Castanheira de Pera e Pedrógão Grande, no distrito e Leiria, e Mortágua, distrito de Viseu.
“Se preenchermos todas estas vagas vamos ter médicos de família para toda a gente, em toda a nossa ULS de Coimbra. Para nós, será uma vitória conseguirmos cativar estes 17 médicos”, acrescentou.
A iniciativa contou com a participação de presidentes de câmara e coordenadores das Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Arganil, Castanheira de Pera, Juiz de Fora, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra e Pedrógão Grande, bem como das Unidades de Saúde Familiar (USF) Bairrada, Moinhos de Mira, Penacova e Tábua.
Aos jornalistas, Inês Rosendo disse que, este ano, abriram todas as vagas pedidas pela ULS de Coimbra, que, se forem preenchidas, irão dar resposta às necessidades atuais naqueles concelhos.
“Claro que temos um fenómeno migratório em que está sempre a crescer o número de pessoas sem médico de família, mais numas zonas do que noutras, e, por isso, nunca fica logo resolvido e haverá mais necessidades no futuro, mas para as necessidades deste momento ficam preenchidas e as pessoas de todos estes concelhos ficam todas com médico de família, se realmente forem escolhidas estas vagas”, sustentou.
Luís Pimenta, 33 anos, quer candidatar-se a Pedrógão Grande, onde está já há dois meses, para dar continuidade ao trabalho que tem desenvolvido.
“A medicina geral e familiar é, por si própria, comunitária e ver uma comunidade que precisa tanto e na qual, em dois meses, já consegui desenvolver tanto é altamente recompensador e algo que quero continuar a desenvolver, se possível”, afirmou.
Já Maria de Fátima Castro, 31 anos, que inicialmente tinha preferência de ir para a zona de Lisboa e Vale do Tejo, disse estar agora “mais inclinada” a concorrer para Castanheira de Pera, onde tem estado a trabalhar.
“Acabei por estar a gostar bastante do trabalho e estar bastante entusiasmada com o facto de perceber que a população nesta zona acaba mesmo por precisar muito e acabei por mudar de ideias”, contou.
Questionada sobre a escolha da medicina geral e familiar, Maria de Fátima Castro justificou com o facto de existirem “muitas coisas em que se pode ajudar”.
“Não vamos conseguir ajudar em tudo, mas, quer seja a nível pessoal, social ou mesmo de doença, tudo o que possamos fazer acaba por ser uma mais-valia e é muito abrangente”, concluiu.