A secretária regional da Saúde dos Açores destacou hoje o aumento da produção cirúrgica no primeiro trimestre do ano, apesar de a lista de espera ter registado, em março, um aumento de 9,8% face ao período homólogo.
“Mais consultas levam a mais exames, mais diagnósticos e mais inscrições na lista. Os dados do primeiro trimestre confirmam que o Serviço Regional da Saúde está a aumentar a sua capacidade de resposta e a recuperar atividade em áreas prioritárias”, afirmou a titular da pasta da Saúde nos Açores, Mónica Seidi, citada em comunicado, em reação a números divulgados esta semana.
Segundo o boletim informativo mensal da Unidade Central de Gestão de Inscritos para Cirurgia dos Açores, no final de março, estavam inscritos para cirurgia nos três hospitais da região 13.465 utentes, mais 1.204 (9,8%) do que no mesmo mês em 2025.
Desde maio de 2023 que o número de pessoas a aguardar por uma cirurgia nos Açores é superior ao registado no período homólogo.
Ainda assim, em março, aguardavam por uma cirurgia menos 15 utentes (0,1%) do que em fevereiro, mês em que se verificou uma redução de 38 utentes (0,3%) face a janeiro.
Em comunicado, a secretária regional da Saúde e Segurança Social destacou os “resultados positivos alcançados” no primeiro trimestre do ano e a “evolução favorável da atividade assistencial nos hospitais da região”.
A governante salientou que nos primeiros três meses do ano houve um crescimento de 4% no número de utentes operados face ao período homólogo, “com destaque para o Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), que apresentou um aumento de 12,5%, e para o Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT), com uma subida de 5%”.
Por outro lado, sublinhou que houve um aumento de 25% no número de utentes operados acima do Tempo Máximo de Resposta Garantido (TMRG), alegando que estes dados refletem “um esforço acrescido na recuperação de casos com maior antiguidade e na resposta a situações acumuladas”, em particular nas especialidades de ortopedia e cirurgia geral.
Mónica Seidi realçou ainda o crescimento de 10% no número total de propostas cirúrgicas inscritas, considerando que é “influenciado pela melhoria na acessibilidade a consultas de especialidade e pela realização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica, que contribuem para a realização de mais diagnósticos”.
Segundo a governante, a atividade de consulta externa nos dois maiores hospitais da região registou um crescimento de 7% no primeiro trimestre do ano.
“Reconhecemos a necessidade de continuar a trabalhar com determinação para reduzir as listas de espera e melhorar, de forma sustentada, o acesso dos utentes aos cuidados de saúde em toda a região”, admitiu Mónica Seidi, acrescentando que têm vindo a ser realizadas reuniões de acompanhamento com as direções dos blocos operatórios dos hospitais da região, em articulação com a Entidade Gestora do Doente em Espera.
Segundo o boletim informativo mensal da Unidade Central de Gestão de Inscritos para Cirurgia dos Açores, em março foram realizadas 851 cirurgias, em produção acrescida, mais 166 (24,2%) do que no mês anterior e mais 127 (17,5%) do que no período homólogo.
No final de março, os açorianos aguardavam, em média, 486 dias (cerca de um ano e quatro meses) por uma cirurgia, mais 30 dias do que no mesmo mês em 2025.
Das cirurgias realizadas nesse mês nos Açores, cerca de metade (54,2%) ocorreu dentro do TMRG, mais 4,1 pontos percentuais do que no período homólogo (50,1%).
Neste mês, deram entrada nos três hospitais da região 1.194 novas propostas cirúrgicas, mais 282 (30,9%) do que em fevereiro e mais 246 (25,9%) do que em março de 2025.