SAÚDE QUE SE VÊ
Facebook

Chega questiona “falhas básicas” na Linha de Saúde Açores

Lusa
12-05-2026 13:54h

O Chega questionou hoje o Governo Regional dos Açores sobre quantas chamadas ficaram sem resposta da Linha de Saúde Açores face aos “graves problemas” verificados no domingo, sustentando que continuam a existir “falhas básicas no serviço”.

Num requerimento entregue na Assembleia Legislativa dos Açores, os deputados da bancada do Chega/Açores referem que "foram relatadas situações de mais de 30 minutos de espera, sem qualquer atendimento, numa linha que deveria servir precisamente para apoiar pessoas doentes, fragilizadas e em situação de necessidade”.

Para os deputados, citados em nota de imprensa, “situações como esta demonstram uma realidade preocupante: a Linha de Saúde Açores falhou quando os açorianos mais precisavam de um serviço essencial que deveria funcionar como primeira resposta e triagem clínica, evitando deslocações desnecessárias às urgências hospitalares”.

“No entanto, quando ninguém atende, quando as pessoas desesperam ao telefone sem resposta, o resultado é simples: mais caos nas urgências e mais insegurança para quem está doente”, referem.

O partido considera “particularmente grave” que “continuem a existir falhas básicas num serviço que pode literalmente fazer a diferença entre uma situação controlada e uma tragédia”.

Além de quererem saber quantas chamadas ficaram sem resposta, os parlamentares pretendem apurar “qual o maior tempo de espera registado, se existiram falhas técnicas, quantos profissionais estavam escalados e que medidas urgentes serão tomadas para evitar novos episódios vergonhosos”.

Citado na nota de imprensa, o líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, considera que “não é aceitável que um açoriano doente espere meia hora ao telefone sem qualquer resposta enquanto o Governo continua fechado nos gabinetes a fingir que está tudo bem”.

José Pacheco considera que o Governo Regional “perdeu claramente o controlo do sistema regional de saúde”, sendo que “os açorianos pagam impostos cada vez mais altos e recebem serviços cada vez piores”.

MAIS NOTÍCIAS