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Praia da Vitória ensina crianças na preparação de plano familiar e ‘kit’ de emergência

Lusa
04-05-2026 18:45h

A Proteção Civil Municipal da Praia da Vitória iniciou hoje um projeto de sensibilização das crianças do concelho para preparação de um plano familiar e de um ‘kit’ de emergência para casos de acidentes graves ou catástrofe.

A primeira sessão da iniciativa, que vai prolongar-se até ao final do ano letivo, decorreu hoje na Escola Básica do 1.º Ciclo e Jardim de Infância da Agualva e abrangeu três turmas.

A presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Vânia Ferreira, que participou no arranque do projeto, referiu que a iniciativa vai abranger todas as escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, creches e Centros de Atividades de Tempos Livres do concelho, para promoção de uma “real cultura de proteção civil” na comunidade.

A autarca adiantou à agência Lusa que os alunos aprendem a preparar um plano familiar e um ‘kit’ de emergência, são informados sobre procedimentos de segurança e formas de reagir em situações de acidentes graves ou catástrofe.

No âmbito do projeto, este município da ilha Terceira, nos Açores, entrega a cada estabelecimento educativo um ‘kit’ de emergência.

“No fundo, nós conseguimos passar a mensagem de que as questões da segurança podem acontecer de várias formas e os cuidados, os sistemas de alerta, têm que estar muito presentes na forma e no dia-a-dia que estas crianças levam nas suas atividades diárias”, disse Vânia Ferreira.

O projeto tem como parceiros o programa de Saúde Escolar da Unidade de Saúde da Ilha Terceira, o serviço de pediatria do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT) e o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA).

A atividade tem três fases. O Serviço Municipal de Proteção Civil “passa a mensagem em termos de uma situação sísmica, o alerta para quais os cuidados e quais os impedimentos relativamente a uma situação dessas, alerta para o cumprimento de todas as regras e a constituição do ‘kit’ [de emergência]”.

“Depois é fornecido também um panfleto a todas as crianças para que possam levar para casa mediante o projeto que está a ser desenvolvido, para que possam transmitir aos pais e possam ser eles a colaborar na constituição de um ‘kit’ de emergência para poder estar na sua casa. Mas perceberem que fizeram, desenvolveram, esse trabalho na escola e que foi entregue um ‘kit’ na escola, dá-lhes o entusiasmo de, obviamente, depois aplicarem aqueles que são os seus conhecimentos”, relatou.

No plano da saúde escolar, foi pedido a cada criança que levasse um “amiguinho” - um boneco -, e que “fizesse a exposição de qual o problema de saúde que esse amiguinho teria, […] para que pudessem introduzir a temática do cuidado da vacinação, até mesmo do tratamento das feridas, para desmistificar um pouco os medos que estão associados a situações que, muitas vezes, levam as crianças aos hospitais ou a algum tipo de tratamento que tenham de carecer”, explicou Vânia Ferreira.

Já o serviço de pediatria do HSEIT, segundo a autarca, “também desenvolveu uma história muito interessante relativamente a algumas situações que já ocorreram, passando um vídeo para que as crianças pudessem visualizar a importância de conseguirem ser o auxílio muitas vezes dos adultos - como uma situação que tivemos oportunidade de ter conhecimento através da televisão e que ganhou um grande mediatismo, um menino que socorreu a mãe -, estarem preparados para digitarem o 112 e chamarem auxílio”.

“Portanto, houve uma série de indicadores que nos permitiu presenciar que em cada um destes momentos, destes três momentos, [...] todas as crianças se disponibilizaram e se envolveram para aprenderem um pouco e conseguirem simular algumas das situações que lhes foram propostas”, admitiu.

A presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória disse acreditar que as crianças irão incentivar muitos adultos, que muitas vezes desvalorizam certas situações da proteção civil, e que a preparação do plano familiar e do ‘kit’ de emergência pode vir a ser um trabalho “muito frutuoso em cada seio familiar”.

Ainda de acordo com a autarca, para além das questões da sismicidade na ilha Terceira, existem outras situações como as de catástrofe perante as alterações climáticas que justificam a realização da iniciativa hoje iniciada nas escolas do concelho.

“Acreditamos que a forma como estas crianças vão passar esta mensagem vai ser altamente facilitadora. E, para nós, os projetos de sensibilização fazem todo o sentido porque acreditamos que é na prevenção que está o começo de tudo e, portanto, este investimento do município é realmente nesse sentido [de] começarmos pela prevenção”, concluiu.

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