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CDS-PP/Açores defende redundância na saúde e aposta na proximidade

Lusa
10-04-2026 16:43h

O líder parlamentar do CDS-PP/Açores, Pedro Pinto, reafirmou hoje que a saúde na região “não pode assentar em modelos centralizadores”, devendo antes “basear-se na redundância, proximidade e capacidade de resposta” em todas as ilhas.

“Mais do que discutir projetos centralizadores, devemos focar-nos em construir um sistema que funcione sempre, mesmo quando algo falha. E isso só se consegue com redundância”, referiu Pedro Pinto, citado numa nota de imprensa do partido.

O líder parlamentar do CDS-PP/Açores, que visitou hoje o Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT), referiu que “as recentes declarações sobre a criação de um hospital central e universitário em Ponta Delgada [na ilha de São Miguel] vão no sentido contrário daquilo que a realidade nos ensinou”.

Segundo Pedro Pinto, o incêndio que atingiu o Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) de Ponta Delgada, em 04 de maio de 2024, “demonstrou de forma clara os riscos da concentração de serviços” numa única ilha.

“Foi precisamente graças à capacidade instalada noutras ilhas, como aqui na Terceira, que o sistema conseguiu responder e garantir cuidados de saúde aos açorianos”, afirmou.

Nesse âmbito, referiu que o partido mantém a defesa de um Serviço Regional de Saúde “forte, distribuído e preparado” para responder a situações de crise.

Para o líder parlamentar do CDS-PP açoriano, o que se observa atualmente no HSEIT representa “o caminho certo”, ou seja, “reforço de capacidades, correção de erros do passado e investimento na complementaridade entre unidades”.

O parlamentar destacou a importância da reabertura da unidade coronária, que estava encerrada em 2012, desde a mudança para o novo hospital, e considera que “é necessário ir mais longe”.

“A criação de uma unidade de hemodinâmica neste hospital é essencial e é uma reivindicação do CDS. É esta unidade que garante, em situações críticas, como as doenças coronárias, que o tempo de resposta não dependa da geografia. É isso que salva vidas”, afirmou.

O CDS-PP defende que a unidade de hemodinâmica na ilha Terceira deve existir em complementaridade com a de Ponta Delgada, “reforçando a redundância do sistema”.

“Foi essa lógica que permitiu, mesmo em momentos difíceis, assegurar que nenhum açoriano ficasse sem tratamento”, vincou.

Pedro Pinto destacou ainda que o investimento na saúde na região tem sido contínuo, tanto ao nível da tecnologia como dos recursos humanos.

Na sua opinião, o HSEIT está no “rumo certo para atrair mais médicos de diversas especialidades para exercerem funções permanentes na ilha Terceira, uma vez que os investimentos em curso estão a preparar a instituição para o futuro”.

O parlamentar açoriano reiterou ainda a visão do CDS-PP para o setor, que defende um Serviço Regional de Saúde “que não discrimina pela ilha onde se vive, onde o código postal não determina a probabilidade de sobreviver e onde cada unidade hospitalar faz parte de uma rede sólida, resiliente e preparada”.

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