As entidades privadas asseguram anualmente 150 milhões de exames complementares de diagnóstico e terapêutica e outros cuidados de saúde especializados, assumindo-se como “uma verdadeira rede complementar” ao SNS, anunciou hoje a federação que as representa.
A propósito do Dia Mundial da Saúde, que se assinala na terça-feira, a Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde salientou que, no conjunto das várias áreas, estas entidades realizam “mais de 150 milhões de atos para utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), assegurando o atendimento de milhões de cidadãos em todo o território nacional”.
“Este conjunto de respostas constitui uma verdadeira rede complementar ao SNS”, realçou o secretário-geral da federação, Nuno Castro Marques, para quem é assim assegurado que os utentes acedem aos cuidados de que necessitam “dentro de prazos clinicamente adequados, muitas vezes evitando atrasos significativos, deslocações prolongadas e constrangimentos de acesso”.
Em áreas que a federação considera serem “particularmente críticas do sistema”, o contributo do setor convencionado assume uma “natureza estrutural”, como na imagiologia, em que cerca de 10 mil profissionais realizam aproximadamente 9,7 milhões de atos de diagnóstico e atendem quase sete milhões de utentes, dos quais quase cinco milhões beneficiários do SNS.
Segundo dados avançados pela federação em comunicado, no setor das análises clínicas e patologia clínica, são anualmente atendidos cerca de 14 milhões de utentes, metade dos quais enquanto beneficiários do SNS, e realizados mais de 101 milhões de atos, dos quais quase 55 milhões se reportam a utentes do SNS, numa rede convencionada com mais de 3.300 pontos de acesso.
Na área da hemodiálise, o setor privado convencionado acompanha, de forma continuada, cerca de 13 mil utentes hemodialisados, através de aproximadamente 101 unidades privadas convencionadas, envolvendo cerca de cinco mil profissionais e colaboradores e assegurando uma “resposta assistencial vital, regular e altamente especializada”, adiantou o comunicado.
Já na medicina física e de reabilitação, o setor convencionado integra 282 unidades convencionadas e é responsável pelos tratamentos de quase 1,2 milhões de requisições de utentes beneficiários do SNS no país.
Os prestadores convencionados da área da cardiologia realizam cerca de 1,7 milhões de atos anualmente, respondendo a mais de 1,6 milhões de requisições do SNS, enquanto na área de gastrenterologia são responsáveis pela realização de mais de 1,7 milhões de exames, na sequência de mais de 640 mil requisições do SNS.
“Trata-se de uma rede de elevada capilaridade e proximidade, que permite a realização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica e de cuidados especializados junto das populações, com rapidez, prontidão e elevados padrões de qualidade científica e técnica”, realçou Nuno Castro Marques.
A federação, através das suas associações, representa os prestadores privados e convencionados com o SNS nas áreas da radiologia, medicina nuclear, hemodiálise, análises clínicas, anatomia patológica e genética médica, cardiologia, medicina física e de reabilitação e, mais recentemente, gastrenterologia, através da constituição em março da ANUG – Associação Nacional de Unidades de Gastrenterologia.