A Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Instituto Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC) anunciou hoje que investiu num equipamento de simulação de radioterapia único no país, que permite acompanhar virtualmente as diferentes fases do tratamento oncológico.
O equipamento será apresentado na próxima semana e irá reforçar a componente prática dos cursos de licenciatura, mestrado, pós-graduações e micro credenciações da escola.
Desta forma, estudantes e profissionais poderão “desenvolver e consolidar competências, aplicando-as em contexto clínico através de uma experiência prática mais completa e realista”.
Segundo a ESTeSC-IPC, o equipamento possibilita realizar uma simulação tridimensional e interativa do tratamento em radioterapia, recriando ambientes de treino altamente realistas.
O seu manuseamento é feito “com comandos reais e, através de óculos de realidade virtual, os utilizadores acedem a imagens médicas em contexto simulado, o que favorece o desenvolvimento de competências técnicas e clínicas com elevados padrões de segurança e qualidade formativa”.
Apesar de ter investido neste equipamento, que ainda não existia em qualquer escola de saúde de Portugal, a ESTeSC-IPC garantiu que “a prática em contexto real continuará a integrar o percurso formativo dos estudantes”.
À semelhança do que tem acontecido até agora, “o processo de aprendizagem prática continuará a desenvolver-se em três etapas”, nomeadamente simulação na escola, simulação entre pares e ensino clínico.
“A principal diferença reside no reforço da preparação prévias à prática clínica, uma vez que os estudantes passam a dispor de melhores condições e facilidade de acesso ao treino de simulação, aspeto particularmente relevante na área da radioterapia, devido à utilização de radiação ionizante”.
Este equipamento permitirá também “realizar simulações na ótica do doente, com o objetivo de esclarecer sobre a forma como procedimento decorre, diminuindo assim a ansiedade pré-tratamento oncológico”.
O presidente da ESTeSC-IPC, Graciano Paulo, realçou o “investimento muito significativo e transversal aos vários cursos em tecnologia de ponta, nomeadamente em equipamentos de simulação clínica”, que reforça, “de forma decisiva, a qualidade dos processos de ensino aprendizagem”.