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Chega/Açores questiona ação de associação de recuperação de consumos aditivos

01-04-2026 13:59h

Os deputados do Chega/Açores questionaram hoje quantos utentes abandonaram os consumos aditivos e foram integrados no mercado de trabalho, no âmbito da ação da associação ARRISCA, com utilização de dinheiros públicos.

Em requerimento entregue na Assembleia Legislativa dos Açores, os parlamentares do Chega querem saber se “têm havido resultados concretos por parte daquela associação que justifiquem os apoios”, tendo em conta que, “recentemente, a própria ARRISCA anunciou que o financiamento para 2026 é insuficiente e que irá restringir os serviços prestados”.

A Associação Regional de Reabilitação e Integração Sociocultural dos Açores (ARRISCA) beneficia de apoios públicos para atuar na área da reabilitação, redução de riscos e reinserção social na região.

Os deputados questionaram ainda, segundo uma nota de imprensa do partido, o financiamento público atribuído à ARRISCA nos últimos 10 anos e qual a percentagem de execução anual.

Pretendem, igualmente, saber “quantos utentes foram acompanhados nos últimos 10 anos, quantos desses conseguiram efetivamente abandonar os consumos aditivos e quantos foram integrados no mercado de trabalho”.

Os deputados interrogam se “existe alguma auditoria interna à eficácia dos programas financiados pelo Governo Regional" e se o executivo "exige indicadores de desempenho como condição de financiamento”.

Quanto ao modelo de financiamento, os deputados querem saber se o mesmo é feito “face a resultados alcançados, à atividade desenvolvida” e se “há metas a cumprir para acesso ao financiamento público”.

O partido questiona também a capacidade de resposta, bem como os custos que cada utente apoiado representa para a região, a par dos custos com os recursos humanos da ARRISCA, nomeadamente direção, técnicos e restantes colaboradores.

Para o líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, “perante o volume de financiamento público que tem sido atribuído, precisa-se de verificar se estes apoios têm tido resultados”.

“Os açorianos precisam de saber se há realmente resultados que confirmem a redução das dependências destes utentes”, afirmou.

O parlamentar entende que “a ausência de indicadores claros de resultados, compromete a transparência, a boa gestão dos dinheiros públicos e a eficácia das políticas públicas”.

Em 26 de março, a ARRISCA anunciou que será “forçada a implementar” restrições nas suas respostas em saúde, devido à “insuficiência de montantes” acordados com o Governo Regional.

Em nota enviada aos órgãos de comunicação social, a instituição alertou para “cortes nas respostas em saúde devido a financiamento insuficiente em 2026”.

Entretanto, também em comunicado, divulgado posteriormente, o Governo Regional reforçou que o acordo foi “formalmente celebrado e assinado por ambas as partes” e salientou que o valor é superior ao de 2025 e que “não corresponde à verdade a alegação de insuficiência de financiamento nos termos apresentados”.

“Em 2025, em particular, a ARRISCA beneficiou de um apoio financeiro no montante de 570 mil euros, tendo executado cerca de 533 mil euros. Para o ano de 2026, e após um processo de diálogo e articulação com a própria instituição, foi acordado um reforço do financiamento para 590 mil euros, valor superior ao do ano anterior, tendo este acordo sido formalmente celebrado e assinado por ambas as partes”, refere o executivo na nota então divulgada.

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