No Dia Nacional do Doente com AVC, o presidente da Associação Portuguesa do AVC, alerta para a necessidade de reforçar a prevenção e o controlo dos principais fatores de risco associados ao acidente vascular cerebral em Portugal.
São silenciosos e, por isso, passem despercebidos no dia a dia. De acordo com Vítor Tedim Cruz, presidente da Associação Portuguesa do AVC, a hipertensão arterial é o fator de risco mais frequente e também um dos mais negligenciados pela população.
Apesar de ser uma condição silenciosa, a hipertensão pode ser monitorizada de forma simples. A recomendação passa por medir regularmente a tensão arterial, registar os valores e discutir os resultados com o médico de família, de forma a garantir um diagnóstico atempado e, se necessário, iniciar tratamento.
Logo a seguir, o sedentarismo surge como um dos principais comportamentos de risco, associado não só ao AVC, mas também a várias outras doenças cardiovasculares.
A prática de atividade física regular, mesmo em níveis moderados, pode ter um impacto significativo na redução do risco. Caminhar diariamente é apontado como uma medida acessível à maioria da população, sobretudo entre os 40 e os 65 anos, contribuindo para melhorar a saúde vascular.
Outro fator relevante é a diabetes, especialmente quando não é devidamente controlada.
O acompanhamento regular da doença, através da medição da hemoglobina glicada, permite avaliar o nível de controlo da diabetes e ajustar a medicação sempre que necessário. Ainda assim, o especialista reconhece que nem todos os doentes fazem este acompanhamento de forma consistente.
Além destes fatores, Vítor Tedim Cruz reforça a importância da literacia em saúde e de um papel mais ativo por parte dos cidadãos na gestão da sua própria saúde. A monitorização de indicadores, a adoção de hábitos de vida saudáveis e o contacto regular com profissionais de saúde são passos essenciais para reduzir o risco de AVC.
As recomendações deixadas no âmbito desta data pretendem sensibilizar a população para a prevenção, lembrando que pequenas mudanças no dia a dia podem ter um impacto significativo na redução da incidência de acidente vascular cerebral em Portugal.