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Banco de Comércio e Desenvolvimento doa 86,7 mil euros a Moçambique para medicamentos

Lusa
26-03-2026 20:42h

O grupo Banco de Comércio e Desenvolvimento(TDB) ofereceu hoje 100 mil dólares (86,7 mil euros) a Moçambique para aquisição de medicamentos, quando aumentam casos de malária, cólera e desnutrição, avançou o Governo.

“[Esses 100 mil dólares] vai permitir comprarmos aqueles medicamentos essenciais para atender nossa população. E como sabem também, quando há emergência, há eventos de saúde pública que acontecem. Estamos com aumento de casos de mala-malária, casos de cólera, casos de desnutrição”, disse o ministro da Saúde moçambicano, Ussene Isse durante a entrega dos 100 mil dólares.

Segundo o governante, o apoio surge num contexto de pressão sobre o sistema nacional de saúde, agravado por surtos de doenças infecciosas e limitações no acesso a medicamentos.

“Esta ajuda vai contribuir para nós podermos cobrir a lacuna que nós temos para aquisição de medicamentos”, acrescentou.

Ussene Isse destacou ainda os desafios associados às doenças crónicas não transmissíveis, que, disse, exigem maior investimento e adaptação do sistema de saúde.

“Por outro lado, as doenças crónicas não transmissíveis, como a hipertensão, a diabetes, o cancro, a doença renal, a doença pulmonar, exigem outro tipo de ajustes para medicamentos”, afirmou.

Por sua vez, a ministra das Finanças, Carla Louveira, referiu durante a cerimónia da entrega do valor que o apoio se insere num quadro mais amplo de financiamento do grupo TDB ao país.

“São os investimentos que já tivemos a oportunidade de ter junto ao TDB no nosso país, avaliados em mais, é, de quinhentos milhões de dólares”, disse, destacando projetos ligados ao gás natural e infraestruturas.

O diretor-executivo do grupo Banco de Comércio e Desenvolvimento(TDB), instituição financeira que atua na África Oriental e Austral, Admassu Tadesse, garantiu a continuidade do apoio ao desenvolvimento de infraestruturas resilientes em Moçambique.

“Vamos continuar a aumentar o nosso financiamento em Moçambique para ajudar a construir mais infraestruturas resilientes, capazes de resistir melhor aos desastres naturais”, afirmou.

O responsável sublinhou que o investimento em infraestruturas resilientes é essencial para mitigar os impactos de eventos climáticos extremos no país.

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