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Mulher acusada de homicídio após morte de bebé prematuro nos Estados Unidos

LUSA
20-03-2026 19:04h

As autoridades do estado norte-americano da Geórgia acusaram uma mulher de homicídio qualificado após esta ter alegadamente tomado comprimidos abortivos e dado à luz um bebé prematuro que morreu pouco depois, no primeiro caso após alterações legislativas.

Alexia Moore, de 31 anos, recorreu às urgências em dezembro passado com fortes dores abdominais, tendo dado à luz uma menina entre as 22 e as 24 semanas de gestação, que apresentava atividade cardíaca, segundo o mandado de detenção citado pelos ‘media’ norte-americanos.

O bebé morreu cerca de uma hora após o nascimento, tendo Moore sido interrogada no hospital antes de ser formalmente acusada.

De acordo com documentos judiciais, a mulher terá informado a equipa médica de que estava grávida e que tinha ingerido misoprostol com o objetivo de interromper a gravidez.

Trata-se da primeira acusação deste tipo desde a entrada em vigor, em 2022, da lei estadual que proíbe o aborto após a deteção de batimentos cardíacos do embrião, geralmente por volta das seis semanas de gestação.

A legislação, aprovada em 2019, foi implementada após a decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos que eliminou as proteções federais ao aborto.

Organizações de defesa dos direitos reprodutivos contestaram o caso e alertaram para as implicações da aplicação da lei, sublinhando que a arguida permanece sob custódia.

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