Uma equipa internacional de investigadores inicia na próxima segunda-feira, em Cabo Verde, um estudo para identificar possíveis alterações genéticas associadas à doença de Parkinson na população cabo-verdiana e melhorar o seu diagnóstico e o conhecimento.
"Este estudo observacional pretende identificar, na população cabo-verdiana, possíveis alterações genéticas associadas à doença, compreender melhor as suas manifestações clínicas e contribuir para o reforço do diagnóstico", explicou a Fundação Doenças do Movimento em Cabo Verde, em comunicado.
O estudo vai decorrer nas ilhas de Santiago, Santo Antão e São Vicente, entre 23 de março e 02 de abril, e visa promover o avanço do conhecimento científico e apoiar o desenvolvimento da saúde pública em Cabo Verde.
O projeto é coordenado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, em articulação com o serviço de neurologia do Hospital Universitário Agostinho Neto, o maior do arquipélago e o Instituto de Neogenética da Universidade de Luebeck de Alemanha.
Os participantes serão recrutados por neurologistas e médicos de estruturas de saúde públicas e privadas, incluindo cuidados de saúde primários, sendo dirigido a pessoas com diagnóstico de doença de Parkinson ou suspeita de outros parkinsonismos degenerativos.
A investigação inclui avaliação clínica neurológica, aplicação de questionários epidemiológicos, recolha de dados clínicos e história familiar, bem como amostras biológicas para análise genética.
Segundo o comunicado, a participação permitirá o acesso a avaliação clínica especializada e contribuirá para o desenvolvimento de estratégias futuras de diagnóstico, prevenção e tratamento, além de integrar Cabo Verde na rede internacional de investigação em doenças do movimento.