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Surto de cólera em Moçambique cresce para 5.500 casos e 71 mortos desde setembro

LUSA
18-02-2026 16:27h

Moçambique registou mais 111 novos casos de cólera no atual surto, em 24 horas, com um morto, elevando para quase 5.500 infetados desde setembro, com 71 óbitos, segundo dados oficiais a que a Lusa teve hoje acesso.

De acordo com o último boletim da doença da Direção Nacional de Saúde Pública, com dados de 03 de setembro a 16 de fevereiro, do total de 5.499 casos de cólera contabilizados neste período, 2.341 foram na província de Nampula, com um acumulado de 32 mortos, e 2.095 em Tete, com 28 óbitos, além de 895 em Cabo Delgado, com oito mortos.

Em menor dimensão, o acumulado aponta para 95 casos de cólera, e um morto, na província da Zambézia, e 71 casos e dois mortos na província de Manica.

Só nas 24 horas anteriores ao fecho deste boletim (16 de fevereiro), foram confirmados mais 111 casos e um morto, em Nacala-Porto, província de Nampula, com a taxa de letalidade geral nacional em 1,3%.

No surto de cólera anterior, de acordo com os dados da Direção Nacional de Saúde Pública de 17 de outubro de 2024 a 20 de julho de 2025, registaram-se 4.420 infetados, dos quais 3.590 na província de Nampula, e um total de 64 mortos.

O atual surto já ultrapassa neste período o número de doentes e mortos em cerca de metade do tempo do anterior.

Moçambique vacinou 1,7 milhões de pessoas contra a cólera em cinco dias de campanha em quatro províncias, superando a meta antes prevista, anunciou na semana passada o Governo.

Segundo o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, foram vacinadas, de 04 a 08 de fevereiro, 1.790.410 pessoas nas províncias de Cabo Delgado e Niassa, no norte, e Sofala e Zambézia, no centro de Moçambique, correspondendo a 102% da população inicialmente anunciada.

O Governo de Moçambique quer eliminar a cólera "como um problema de saúde pública" no país até 2030, conforme o plano aprovado em 16 de setembro em Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).

O objetivo é "ter um Moçambique livre da cólera como um problema de saúde pública até 2030, onde as comunidades têm acesso à água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais, coordenadas e informadas por evidências científicas", disse então Inocêncio Impissa.

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