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"A tendência dos últimos anos é pagar a conta em vez de resolver o problema estrutural" - André Biscaia

ALS/Canal S+
17-02-2026 19:53h

O programa Check-Up, do Canal S+, analisou na última sexta-feira as exigências dos médicos tarefeiros. André Biscaia, presidente da Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiares (USF-AN), e Cátia Sá Guerreiro, professora universitária, integraram o painel moderado pela jornalista Vera Arreigoso.

Numa carta enviada à ministra da Saúde, os médicos tarefeiros propõem um período de transição de três a cinco anos para avançar com as novas regras para a prestação de serviços no SNS. Pretendem ainda “contratos de longa duração” e um valor/ hora majorado pela experiência e diferenciação. 

A Associação de Médicos Prestadores de Serviços tem a expectativa de que as propostas sejam consideradas no decreto-lei que está a ser revisto pela tutela, após devolução pela Presidência da República e avisam a ministra, Ana Paula Martins, de que medidas legislativas erradas podem levar a um “êxodo” do SNS.

A associação refere que os quatro mil médicos prestadores de serviços realizaram mais de 4,4 milhões de horas até agosto de 2025 e sugerem que o valor-base, por hora, seja de 39 euros (valor médio que dizem receber), e que possa ser majorado em 25% e em 40% (48,75 e 54,6 euros/hora). No que respeita às contratações, sugerem que as ULS possam celebrar contratos de prestação de serviços de “longa duração”, por exemplo de três anos, e que o médico possa receber formação e valorização técnica 

O presidente da USF- AN, lamenta que o governo prefira o que diz ser "pagar a conta", já que, segundo afirma, “dinheiro não falta”. André Biscaia, gostaria de ver os valores gastos investidos em incentivos.

Os prestadores querem poder aceder a vagas da nova especialidade de medicina de urgência e emergência que fiquem por preencher nos hospitais onde trabalham e acesso facilitado à admissão, por consenso, à nova especialidade “através de estágios complementares e reconhecimento de competências”.

A professora universitária, Cátia Sá Guerreiro, reiterou que se trata de um SOS que acabou por se tornar numa "medida sem a qual não se pode viver” e insiste que é preciso dotar o SNS de recursos humanos, por isso, esses profissionais devem ser integrados.


O programa Check-Up faz todas as semanas a análise da atualidade da saúde, com moderação da jornalista Vera Arreigoso.
Não perca à sexta-feira, pelas 22h, no Canal S+, na posição 129 da sua box de televisão.

 

 

 

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