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Médicos no SNS moçambicano já passam 3.000 com crescimento de 15% em cinco anos

Lusa
17-02-2026 13:51h

O número de médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS) de Moçambique ultrapassou três mil no final de 2024, após crescer 15% em cinco anos, segundo o mais recente anuário do Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o documento, com dados de 2020 a 2024, Moçambique passou neste período de 2.786 médicos para 3.197, com um crescimento de 200 destes profissionais no SNS só no último ano analisado pelo INE.

No final de 2024 estavam ao serviço no SNS moçambicano 572 médicos estrangeiros, o número mais elevado em vários anos.

O SNS em Moçambique tinha ainda ao serviço em 2024 um total de 794 dentistas, mais do dobro face aos 343 no ano anterior.

Já os enfermeiros que trabalhavam no SNS em 2020 eram 8.602, número que quatro anos depois ascendia a um recorde de 12.271, segundo o mesmo anuário estatístico.

O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, prometeu em 28 de março de 2025 continuar a investir na formação, valorização e melhoria das condições de trabalho dos profissionais de saúde.

A posição foi assumida quando se assinalou o dia do médico moçambicano, tendo Daniel Chapo destacado o contributo dos médicos para o desenvolvimento do sistema nacional de saúde, apontando a sua “resiliência, o profissionalismo e o elevado sentido de humanidade” com que exercem a profissão, reconhecendo que muitas vezes é em “contextos desafiadores”.

Já o bastonário da Ordem dos Médicos de Moçambique, Gilberto Manhiça, pediu no mesmo dia investimentos no setor e regulamentação sobre o ato médico, admitindo que a prática médica no país, atualmente, desafia os “mais sólidos princípios” da classe.

“Ser médico em Moçambique é, muitas vezes, exercer a arte de curar em condições que desafiam até os mais sólidos princípios da ética médica”, refere uma nota do bastonário, sobre o dia do médico moçambicano e as dificuldades da classe.

“É trabalhar perante a escassez de materiais, medicamentos e recursos humanos, enfrentando limitações que colocam à prova o nosso compromisso com a vida. É devastador, nas múltiplas dimensões, para o propósito com que nos comprometemos quando decidimos abraçar esta profissão. E, ainda assim, todos os dias mantemos viva a missão de servir ao nosso povo”, apontou então Gilberto Manhiça.

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